Terri Schiavo, uma americana com graves lesões cerebrais que foi pivô de uma disputa judicial no país, morreu nesta quinta-feira. A morte ocorreu depois de sucessivas tentativas dos seus pais de obter na Justiça o direito de reinserir nela o tubo de alimentação que a mantinha viva, em estado vegetativo.
O tubo foi retirado da paciente no dia 18 de março e a expectativa era que ela morresse em alguns dias se não voltasse a ter o tubo inserido.
Há mais de dez anos a situação de Terri Schiavo provocava uma batalha envolvendo de um lado os pais de Schiavo, Mary e Bob Schindler, e do outro o marido, Michael.
Estado vegetativo
Os pais alegavam que Terri continuava respondendo a estímulos e queriam mantê-la viva artificialmente na esperança de uma cura, embora médicos indicados pela Justiça tenham dito que ela não iria se recuperar.
Já o marido, Michael, vinha defendendo que ela morresse, alegando que a paciente não desejaria viver no precário estado de saúde em que se encontrava.
Terri Schiavo vivia em estado vegetativo desde que sofreu um ataque cardíaco, há 15 anos.
Há dois anos, Schiavo sobreviveu por seis dias quando os tubos foram retirados, numa disputa judicial semelhante, até que fossem recolocados depois da intervenção de políticos da Flórida.
Bush
Na quarta-feira, a Suprema Corte americana havia rejeitado um novo apelo dos pais em favor da filha. Essa foi a sexta vez, desde 2000, que a Suprema Corte se recusou a intervir no caso.
Isso levou o presidente americano, George W. Bush, e o Congresso dos Estados Unidos a se manifestarem, dando apoio aos pais da paciente.
No dia 20 de março, Bush interrompeu suas férias para sancionar uma lei determinando que um tribunal federal revisasse o caso de Schiavo. Na ocasião, o presidente disse que a medida era necessária para defender a vida.