Um tribunal de apelações do Chile impôs uma dupla derrota ao ex-presidente chileno Augusto Pinochet.
A corte chilena rejeitou um recurso contra a decisão judicial que bloqueou contas com milhões de dólares pertencentes ao ex-governante militar do Chile.
O tribunal também impediu uma tentativa dos advogados de Pinochet de retirar do caso o juiz Sergio Muñoz, que está investigando o general chileno por acusações de fraude e evasão fiscal.
A equipe de advogados acusa Muñoz de ter agido de forma tendenciosa. O juiz exigiu uma busca no escritório de Pinochet na qual teriam sido descobertos passaportes falsos que teriam sido usados pelo ex-líder chileno.
Ele também interrogou a mulher, filhos e netos do ex-líder militar chileno.
Retomada
A decisão judicial chilena permite a retomada do inquérito que visa apurar o suposto envolvimento de Pinochet em crimes financeiros. O inquérito havia sido interrompido durante dois meses.
Fernando Rabat, um dos advogados de Pinochet, disse que a decisão judicial foi injusta.
No mês passado, um comitê do Senado americano acusou o ex-presidente de possuir mais de 300 contas secretas em bancos dos Estados Unidos.
De acordo com o comitê, Pinochet teria mais de US$ 300 milhões guardados nas contas secretas.
Os advogados do ex-líder negam acusações de que ele tenha tentado ocultar seus bens pessoais.
Pinochet tomou o poder no Chile em um golpe de estado, em 1973. Ele governou durante 17 anos, até o regime democrático ter sido restabelecido no país.
Acredita-se que até 3 mil pessoas tenham sido mortas, torturadas ou desapareceram durante o regime militar chileno.