A Justiça do Pará pode prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária do pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, 40, o Taradão, o quinto acusado de envolvimento no assassinato da missionária Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro, em Anapu (PA).
O fazendeiro foi preso nesta quinta-feira, após prestar depoimento à Polícia Federal em Belém. “A prisão temporária dele foi decretada pelo período de 30 dias, mas é renovável por mais 30 dias, caso haja necessidade”, explicou o promotor Lauro de Freitas Júnior.
Segundo o promotor, Taradão seria o segundo mandante do crime. Ele e o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, preso na superintendência da Polícia Federal em Belém, teriam encomendado o assassinato da freira e iriam pagar R$ 50 mil aos pistoleiros Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo.
Os dois executores e o suposto intermediário do crime, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, estão no presídio de segurança máxima de Americano, em Santa Isabel do Pará, município próximo a Belém.
Para o promotor, ainda é cedo para afirmar que outras pessoas teriam participado do consórcio para financiar o assassinato da freira. “Por enquanto, os fatos que podemos, digamos assim, comprovar é o envolvimento dessas cinco pessoas: os dois executores, o suposto intermediário e os dois mandantes que seriam os financiadores da execução.”
“O Ministério Público já se encontra, não digo satisfeito, mas chegou até onde não esperava chegar, em mais um nome”, acrescentou o promotor, que, em um primeiro momento, chegou a descartar a possibilidade de participação de Taradão no consórcio.
“Não tínhamos ainda fatos que pudessem afirmar o que hoje o Ministério Público afirma. Temos que ter a cautela para não ficar divulgando informações que não tenham veracidade, a gente aguarda que venha o fato para, a partir daí, poder divulgá-lo com mais segurança”, justificou.