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Isto É: Secretária confirma retirada de `malas de dinheiro´ do PT

Isto É: Secretária confirma retirada de `malas de dinheiro´ do PT

BRASÍLIA - A revista Isto É Dinheiro começou a circular ontem com uma entrevista de Fernanda Karina Ramos Somaggio, ex-secretária da agência de publicidade SMPeB, em que ela relata como "malas de dinheiro" eram retiradas do Banco Rural por ordem do publicitário Marcos Valério de Souza para supostos pagamentos de propina a integrantes do governo.

BRASÍLIA – A revista Isto É Dinheiro começou a circular ontem com uma entrevista de Fernanda Karina Ramos Somaggio, ex-secretária da agência de publicidade SMPeB, em que ela relata como “malas de dinheiro” eram retiradas do Banco Rural por ordem do publicitário Marcos Valério de Souza para supostos pagamentos de propina a integrantes do governo.

Marcos Valério foi apontado por Roberto Jefferson como um dos operadores do suposto esquema do mensalão comandado pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares. “Já vi o boy sair com o motorista para tirar R$1 milhão do Banco Rural. Para dividir dinheiro, entendeu?”, relata Karina, em duas entrevistas concedidas à revista – uma em setembro do ano passado e outra esta semana, depois que Jefferson vinculou o publicitário ao mensalão.

Responsável pela agenda dos compromissos pessoais e profissionais do publicitário por oito meses, entre maio de 2003 e janeiro de 2004, Karina diz que presenciou, no final de 2003, o pagamento de R$100 mil em dinheiro vivo para o irmão do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, quando ele estava no governo Lula.

O dinheiro, segundo a ex-secretária, foi entregue em uma mala. Karina, além de relatar viagens de Delúbio ao lado de Marcos Valério a bordo de jatos do Banco Rural para fazer lobby em Brasília e conversas semanais entre o publicitário e o tesoureiro do PT, vincula o sócio da SMPeB ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

“O Dirceu e o Marcos Valério falavam diretamente”, diz a ex-secretária, na entrevista. Segundo Karina, as viagens no jato do Banco Rural feitas em conjunto por Delúbio e Marcos Valério tinham o objetivo de “blindar” José Augusto Dumont, ex-presidente do banco, morto em acidente de automóvel, nas investigações da CPI do Banestado.

Delúbio e Marcos Valério, de acordo com a secretária, intermediaram encontros de Dumont com o deputado José Mentor (PT-SP), que foi relator da CPI do Banestado. Na sua entrevista, a secretária implica também Pimenta da Veiga, ministro das Comunicações no governo FHC, no recebimento de pagamentos feitos pela SMPeB.

“Houve um pagamento de R$150 mil para o Pimenta da Veiga, dividido em duas contas. Foi uma ordem para o Banco BMG mandar o depósito”.

A atividade de lobby de Marcos Valério incluía encontros constantes com a cúpula do PT em hotéis de Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, financiamento de passagens aéreas para o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) e festas de confraternização para Delúbio e executivos do Banco do Brasil (do qual a SMPeB detém a conta de publicidade). “Era festa só para homem”.

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