A Organização não-governamental Transparência Capixaba se manifestou, neste sábado, sobre a situação de nepotismo no Ministério Público Estadual (MP-ES) e também comentou o fato de o promotor Leonardo da Costa Barreto – Secretário-geral da ONG – ter um irmão contratado no órgão. Em nota, a Transparência reafirma a ‘inconsistente identificação’ com Barreto, defende o combate ao nepotismo e o controle social dos poderes no Espírito Santo.
Na nota, os integrantes da ONG explicam que o advogado Leandro da Costa Barreto, irmão do promotor, ocupa cargo no gabinete do Procurador de Justiça Antônio Carlos Amâncio Pereira e foi nomeado em 2000 pelo ex-Procurador-Geral de Justiça José Maria Rodrigues de Oliveira Filho, atendendo indicação por escrito do Procurador Antônio Amâncio.
A Transparência esclarece que o promotor nunca interveio nesse processo, não solicitando a nomeação e nem mesmo a realização da mesma, fato que, segundo a nota, já foi comprovado pelo Procurador Amâncio Pereira. A ONG explica ainda que Barreto não pediu, indicou ou nomeou nem mesmo um estagiário, ‘pois não tem poderes para nomear, indicar ou exonerar junto ao Ministério Público, ao contrário dos Procuradores de Justiça, que possuem cargos à disposição’.
Em entrevista à Rádio CBN Vitória, neste sábado, o promotor Leonardo Barreto reafirmou o combate ao nepotismo nas instituições públicas. Disse não ter tido nenhuma influência na contratação do irmão e afirmou ser contrário ao fato de ter um parente trabalhando no MP-ES. Segundo ele, as ações voltadas a acabar com a contratação de parentes por parte de funcionários públicos vão continuar.
“Reitero as explicações dadas pela ONG. Não indiquei, não nomeei, não concordo com essa prática e continuo combatendo o nepotismo em órgãos públicos. Sou contra ao fato de meu irmão trabalhar na mesma instituição que eu atuo. E sempre fui contrário a isso. Agora, lembro que também tenho outro irmão promotor e por isso não devo ser o único questionado”, afirmou Barreto.
No decorrer da nota emitida neste sábado a organização não-governamental lembra o combate ao nepotismo defendido pelo promotor Leonardo Barreto. Ressaltou que foi Barreto quem lutou ‘tenazmente’ para que o MP-ES fizesse o primeiro concurso público para estagiários, participando inclusive da banca. A Transparência reafirma, no documento, a sua luta pela transparência pública, pelo controle social dos poderes e órgãos, e pelo combate à corrupção.
Assinam a nota o Secretário de Comunicação da Transparência Capixaba, Rafael Cláudio Simões; o Secretário de Relações Institucionais da entidade, Délio José Prates do Amaral; a Secretária Administrativa e Financeira da ONG, Mariza Neves Guimarães e o Secretário de Marketing e Social da Transparência, Eduardo Kiefer.