“Os juízes do trabalho têm a mentalidade aberta para encarar o problema social sem se desviar dos parâmetros legais”. A avaliação foi feita em entrevista à revista Consultor Jurídico por Dora Vaz Treviño, presidente do maior tribunal trabalhista do Brasil, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, com sede em São Paulo.
Ao lado de comandar uma máquina encarregada de dar resposta a 20% das demandas trabalhistas do país, Dora Treviño tem a missão de buscar soluções para os desafios que seu posto lhe impõe a cada dia: a busca da modernidade e da eficiência da Justiça Trabalhista e a necessidade de adequar a prestação jurisdicional à realidade do moderno.
Tendo concluído a metade de seu mandato em 15 de setembro passado, Dora tem concentrado os esforços de sua administração na modernização da máquina judiciária. Ela implantou, por exemplo, o pré-cadastramento das novas ações. Ao mesmo tempo que a sistemática mereceu elogios, por diminuir as filas nas distribuições e reduzir os erros de informações, ela desagradou alguns advogados, que alegam estar cumprindo tarefas dos funcionários da Justiça do Trabalho, preenchendo formulários, pela Internet, com os dados do processo.
Dora Treviño ingressou na Justiça do Trabalho, por concurso público, em 1973. Dezenove anos depois, foi promovida ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) pelo critério de merecimento. De 1996 a 1998, exerceu a função de corregedora auxiliar. Atuou na Seção Especializada em Dissídios Coletivos e, no biênio 2000/2002, ocupou a vice-presidência administrativa da Corte.
Participaram da entrevista com a presidente do TRT-2 o diretor de redação Márcio Chaer, o editor executivo Maurício Cardoso, e os repórteres Leonardo Fuhrmann, Adriana Aguiar e Maria Fernanda Erdelyi.