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Justiça Desportiva garante continuidade do Campeonato Brasileiro

Justiça Desportiva garante continuidade do Campeonato Brasileiro

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Luiz Zveiter, garantiu a continuidade do Campeonato Brasileiro apesar do escândalo causado pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho, da FIFA, preso neste sábado por manipular resultados dos jogos em prol de uma máfia de apostas.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Luiz Zveiter, garantiu a continuidade do Campeonato Brasileiro apesar do escândalo causado pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho, da FIFA, preso neste sábado por manipular resultados dos jogos em prol de uma máfia de apostas.

“Sob nenhuma hipótese o Campeonato será paralisado”, disse hoje Zveiter, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Vários dirigentes de clubes advertiram, no entanto, que diante da gravidade do caso, o Campeonato Brasileiro, disputado por 22 equipes, pode ser paralisado ou inclusive cancelado.

“Querem criar o caos no Campeonato Brasileiro para criar desordem e obter o que não conseguiram em campo”, disse Zveiter.

Dirigentes de clubes -, principalmente os que estão nos últimos lugares na tabela – ameaçam questionar, inclusive na Justiça Comum, os resultados do Campeonato Brasileiro, já em sua 28ª rodada.

Segundo Zveiter, a Justiça Desportiva investigará o escândalo e garantiu que “todos os envolvidos serão castigados exemplarmente”, embora tenha ressaltado que “é preciso atuar com tranqüilidade”.

O árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi preso ontem depois que uma investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal descobriu que ele combinava os resultados dos jogos que apitava nos campeonatos Brasileiro e Paulista com uma máfia de apostas na internet.

A investigação, que foi divulgada pela revista “Veja”, mostrou que o árbitro recebia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por cada partida em cujo resultado influía através de pênaltis inexistentes, expulsões injustas, anulação de gols legítimos e outras ações.

“É uma vergonha o que ocorreu. Acho que o Campeonato Brasileiro deveria ser paralisado”, disse Carlos Alberto Mancha, supervisor técnico do Paysandu, lanterna da competição, ao jornal esportivo “Lance!”.

“Vamos esperar as medidas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do STJD, mas se em dezembro cairmos (à segunda divisão), vamos lutar por nossos interesses”, expressou Norton Boppré, presidente do Figueirense, penúltimo na classificação.

Numas das conversas gravadas pelos investigadores, Edilson diz a seu principal cúmplice, o empresário Nagib Fayad, que também preso, que este poderia apostar tudo o que quisesse no Vasco da Gama em um jogo contra o Figueirense, que ele garantiria a vitória do time carioca.

O técnico do Palmeiras, Emerson Leão, que costuma criticar o trabalho dos juizes, disse por sua vez que com o escândalo, “toda a classe (arbitral) está sob suspeita” e acrescentou que “será até engraçado analisar as arbitragens deste fim de semana”.

Para o polêmico presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, “se existe um esquema (de corrupção) é para prejudicar o Vasco, nunca para beneficiá-lo”, e advertiu que tentará anular os jogos em que sua equipe tenha sido prejudicada por Edilson.

A anulação de partidas também foi defendida por Márcio Braga, presidente do Flamengo, que também está próximo à zona de rebaixamento para a segunda divisão.

O técnico do Fluminense, Abel Braga, afirmou que o escândalo no futebol não lhe causa nenhuma surpresa, pois é um reflexo do que ocorre no país, em referência à crise política causada pelos casos de corrupção no PT.

“Agora que tudo veio à tona, começo a entender alguns resultados”, comentou Braga, cuja equipe está no quarto lugar da tabela, com 47 pontos, três menos que o líder Internacional. EFE jl ag

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