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Falência da Parmalat: concluída primeira audiência do processo judicial

Falência da Parmalat: concluída primeira audiência do processo judicial

A primeira audiência pela falência do grupo alimentício italiano Parmalat - o maior escândalo financeiro recente europeu - foi aberto ontem em Milão (norte) na presença de centenas de pessoas e repórteres; com Calisto Tanzi, fundador do grupo e acusado de "manipulação da bolsa de valores", no banco dos réus.

A primeira audiência pela falência do grupo alimentício italiano Parmalat – o maior escândalo financeiro recente europeu – foi aberto ontem em Milão (norte) na presença de centenas de pessoas e repórteres; com Calisto Tanzi, fundador do grupo e acusado de “manipulação da bolsa de valores”, no banco dos réus.

Ao final da sessão, o Tribunal de Milão (norte da Itália) anunciou para o dia 2 de dezembro a próxima audiência do caso.

Muitos jornalistas e fotógrafos assistiram à audiência no Palácio de Justiça de Milão, assim como representantes de mais de 100.000 acionistas prejudicados.

Tanzi, de 66 anos, fundador da multinacional italiana na década de 60, se apresentou depois de iniciada a audiência por uma porta lateral e se instalou nas primeiras filas ao lado dos advogados de defesa.

Vestido com um elegante terno cinza e gravata azul, o “ex-rei do leite” saudou os presentes, incluindo os três promotores do caso, e permaneceu quase duas horas na sala.

“Com sua presença na primeira audiência queria demonstrar apreço ao tribunal”, afirmou o advogado de defesa Gianpiero Biancolella.

“É possível que assista a outras audiências, mas não a todas”, acrescentou.

Segundo seus advogados, Tanzi não pretende atacar assessores e sócios, e sim assumir suas responsabilidades. Também pretende explicar o contexto no qual se desenvolveram os fatos.

O ex-poderoso do lacticínio italiano deverá responder sobre os falsos contratos assinados pela Parmalat para a execução de complexas movimentações financeiras, com o apoio de vários bancos, incluindo vários estrangeiros.

O primeiro julgamento aberto pela quebra da Parmalat determinará o grau de responsabilidade de Calisto Tanzi e seus assessores na divulgação de dados falsos aos mercados financeiros, o que pulverizou os rendimentos de mais de 135.000 italianos.

A primeira audiência foi destinada a assuntos de procedimento e à constituição das partes civis.

Os executivos do maior grupo alimentício italiano, declarado insolvente em janeiro de 2004 e presente em mais de 30 países, foram convocados pelos juízes milaneses por manipulação dos resultados em bolsa, balanços falsos e obstáculos à vigilância da autoridade da bolsa (italiana) Consob.

Calisto Tanzi, assim como os representantes das empresas de auditoria internacional Grant Thornton (atual Italaudit) e Deloitte & Touche, além da filial italiana do Bank of America, deverão estar no banco dos réus.

Outros 15 executivos e assessores da multinacional italiana responderão pelas mesmas acusações.

O maior escândalo financeiro da história recente da Europa, que explodiu em dezembro de 2003 após a descoberta de uma fraude contábil de 14,27 bilhões de euros, resultou em vários procedimentos judiciais.

O processo de Milão é o primeiro desde o início do caso e deverá durar vários meses.

Muitas testemunhas serão convocadas, entre elas o presidente do banco Capitalia e do banco central, Banca de Itália, assim como os diretores da bolsa de valores italiana.

Outro julgamento começará em Parma, a cidade sede do grupo. O calendário deste processo por crime de “falência, fraude, malversação e balanços falsos” ainda não foi definido.

Em junho passado, 11 pessoas, entre elas o filho do fundador, Stefano Tanzi, foram condenadas a penas de prisão curtas em um julgamento rápido, depois de terem admitido responsabilidade ante os juízes milaneses.

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