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Ações questionam na Justiça provas do Ibama

Ações questionam na Justiça provas do Ibama

BRASÍLIA. Candidatos reprovados no último concurso para analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) questionam a lisura da prova de redação e entraram com ações na Justiça para tentar anular o exame. Eles denunciam que a folha destinada à redação continha o nome dos concorrentes, permitindo que a banca examinadora identificasse o autor de cada texto, o que é proibido.

BRASÍLIA. Candidatos reprovados no último concurso para analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) questionam a lisura da prova de redação e entraram com ações na Justiça para tentar anular o exame. Eles denunciam que a folha destinada à redação continha o nome dos concorrentes, permitindo que a banca examinadora identificasse o autor de cada texto, o que é proibido.

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade Brasília nega a irregularidade e informa que foram seguidos os procedimentos para manter em sigilo a identidade dos candidatos. Realizado em 3 de julho, o concurso teve 57 mil inscritos para 610 vagas, em seis carreiras.

Uma das ações foi ajuizada na 15ª Vara da Justiça Federal em Brasília por duas candidatas reprovadas. Uma delas é a bióloga Natália Paz. No teste objetivo, ela ficou em 16º lugar no Estado do Rio, mas foi eliminada por tirar nota inferior a 5 (4,25) na redação. Com isso, perdeu a vaga para concorrentes que tiveram pior desempenho na parte objetiva.

— Na folha da redação, havia espaço de um lado para o texto. No verso, devia-se escrever o nome em letra de forma e assinar. Acho estranho que a prova discursiva tenha identificação do candidato, uma vez que há critérios subjetivos de avaliação — disse Natália.

O Cespe informou que a banca examinadora avaliou as redações sem saber quem eram os autores dos textos. De acordo com o órgão, os textos escritos a mão são digitalizados antes de serem submetidos a correção.

O Cespe foi investigado em maio, quando a polícia desbaratou uma quadrilha que fraudava concursos públicos no país. Um ex-funcionário e um diretor do órgão foram detidos.

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