A Suprema Corte do Chile decidiu novamente nesta quarta-feira retirar a imunidade do ex-presidente chileno, o general Augusto Pinochet, o que permite que ele possa ser julgado por enriquecimento ilícito.
O anúncio confirma uma decisão anterior da Corte de Apelações chilena, anunciada em junho, mas a defesa de Pinochet deve, mais uma vez, alegar que ele está muito doente para enfrentar o processo.
A decisão abre caminho para que Pinochet, de 89 anos, seja julgado por evasão fiscal, falsas declarações de imposto e o uso de passaportes falsos para abrir contas bancárias no exterior.
No ano passado, a justiça chilena começou a investigar a riqueza do general, que mantinha contas no exterior com saldo calculado em US$ 28 milhões.
Outra vez
A imunidade de Pinochet já foi suspensa pelo menos quatro vezes no passado em diferentes processos, mas todos relacionados a acusações de violações dos direitos humanos. A lei chilena estabelece que a suspensão da imunidade deve ser decidida em cada processo movido para o detentor do privilégio.
No mês passado, sua imunidade foi suspensa para que ele fosse julgado pelo desaparecimento de dezenas de dissidentes durante a Operação Colombo, em 1973, e ele agora está sendo examinado por uma equipe médica que deverá decidir se ele pode, ou não, ir a julgamento.
O ex-ditador tem problemas cardíacos e leve demência, causada por uma série de pequenos derrames sofridos nos últimos anos.