Os brasileiros votaram neste domingo contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no território nacional. Com 91,6% das urnas do Referendo do Desarmamento apuradas, a vantagem é do ‘Não’, com 64,1%, enquanto o ‘Sim’ tem 35,9%. Esta ampla vantagem de quase 30 pontos percentuais não foi prevista por nenhuma das pesquisas de intenção de voto.
O número de eleitores ausentes foi maior do que as abstenções registradas nas últimas eleições gerais, em 2002, e municipais, em 2004. Às 19h50m, quando 67,05% dos votos já estavam apurados, contabilizava-se 20,64% de abstenções.
Ainda sem o número oficial, mas com a vitória do ‘Não’ consolidada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, preferiu não dar opinião sobre o resultado da consulta popular.
– O que o povo decide é soberano, é só isso o que eu posso dizer – declarou ele em entrevista.
Carlos Velloso elogiou as campanhas das duas frentes parlamentares e disse que gostaria de ver outros referendos sendo realizados futuramente no Brasil.
– Sou um adepto dos referendos, da democracia, do povo participando diretamente das decisões – afirmou.