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Agências deram prejuízo de R$ 90 milhões a estatais e órgãos públicos federais

Agências deram prejuízo de R$ 90 milhões a estatais e órgãos públicos federais

Por um período de cinco anos, empresas estatais e órgãos públicos atendidos pelas agências de publicidade Lowe, Grottera, Ogilvy, DNA e D+ tiveram prejuízo de pelo menos R$ 90 milhões porque as agências apropriaram-se indevidamente da chamada bonificação de volume (BV) - descontos concedidos e que deveriam ser devolvidos às estatais. A informação é do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), com base em dados do Tribunal de Contas da União (TCU) em poder da CPI.

Por um período de cinco anos, empresas estatais e órgãos públicos atendidos pelas agências de publicidade Lowe, Grottera, Ogilvy, DNA e D+ tiveram prejuízo de pelo menos R$ 90 milhões porque as agências apropriaram-se indevidamente da chamada bonificação de volume (BV) – descontos concedidos e que deveriam ser devolvidos às estatais. A informação é do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), com base em dados do Tribunal de Contas da União (TCU) em poder da CPI.

– Esses BVs deveriam ser repassados aos Correios, ao Banco do Brasil, masforam apropriados pelas agências – explicou o relator.

Serraglio disse que vai, em um primeiro momento, pedir informações contábeis às agências, e que, se essas informações forem suficientes, não pedirá a quebra dos sigilos bancário e fiscal das empresas. Mas ressaltou a necessidade de conferir os dados do relatório do TCU com as informações contábeis das agências de publicidade. O relator ressaltou que essa pode ter sido uma das fontes que abasteceram o chamado “valerioduto”.

– Não sabemos se há uma só origem que alimentou maciçamente ou se os recursos foram pulverizados, de várias origens. Com certeza uma delas é essa, dos bônus que foram apropriados pelas agências e que não pertenciam a elas – enfatizou.

O deputado comentou ainda as informações do relator da CPI do Mensalão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), de que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares teria afirmado que parlamentares do PSB, do PCdoB e do PMDB também teriam recebido recursos de “caixa dois”.

– Eu não tenho dúvida que há outros deputados, mas somos barrados na cobertura que os líderes deram. Chegamos no saque e dali para frente não temos como provar. Quais os deputados que receberam esses milhões todos? Essa é uma dificuldade. Eu pessoalmente tenho convicção de que existem, sim, mais deputados – acrescentou.

Serraglio frisou que é preciso identificar quais parlamentares receberam os recursos e que a CPI do Mensalão deve aprofundar as investigações nesse sentido.

BrasilTelecom

Na próxima terça-feira (1), às 14h, a CPI dos Correios realizará audiência pública para tomar o depoimento da ex-presidente da BrasilTelecom Carla Cicco. Ela comandava a BrasilTelecom à época da disputa acionária entre o Grupo Opportunity, os fundos de pensão e o Citigroup.

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