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Lésbicas são autorizadas a adotar filhos

Lésbicas são autorizadas a adotar filhos

Duas companheiras lésbicas se tornaram mães de dois irmãos, com dois anos e três anos de idade, e esperam o nascimento de um terceiro irmão para assumir também a guarda da criança. A situação inusitada ocorreu mediante sentença judicial na cidade gaúcha de Bagé (375 quilômetros de Porto Alegre).

Duas companheiras lésbicas se tornaram mães de dois irmãos, com dois anos e três anos de idade, e esperam o nascimento de um terceiro irmão para assumir também a guarda da criança. A situação inusitada ocorreu mediante sentença judicial na cidade gaúcha de Bagé (375 quilômetros de Porto Alegre).

A reportagem não teve acesso às identidades das duas mulheres, dos meninos e da mãe biológica, que já procurou o casal de lésbicas para que elas adotem também a criança que já está gerando. O processo segue em segredo de Justiça. A decisão foi tomada pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude de Bagé, Marcos Danilo Edon Franco.

As duas mulheres, com curso superior e idades entre 30 anos e 40 anos, vivem juntas há quase oito anos, o que as equipara a um casal. Favorável à relação afetiva entre pessoas do mesmo sexo, Franco diz que “a sociedade não pode ignorar” tal situação. “O homossexualismo não afeta o caráter nem a personalidade de ninguém”, diz.

O caso provocou polêmica em Bagé. A Promotoria discorda da opinião do juiz e recorreu da decisão.

A questão da homossexualidade voltou a causar polêmica recentemente, no último capítulo da novela “América”, da Rede Globo, quando a emissora anunciava um beijo gay, que acabou sendo censurado. Os movimentos homossexuais do País protestaram muito.

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