seu conteúdo no nosso portal

TRF no Rio suspende sentença que liberava importação de pneus usados

TRF no Rio suspende sentença que liberava importação de pneus usados

O Tribunal Regional Federal suspendeu a sentença da Justiça Federal do Rio que liberava a importação de pneus usados da BS Colway Remoldagem de Pneus Ltda. e da Casa Amaro Ltda. A decisão foi tomada pelo juiz federal convocado Guilherme Calmon, da 8ª Turma Especializada do TRF - 2ª Região.

O Tribunal Regional Federal suspendeu a sentença da Justiça Federal do Rio que liberava a importação de pneus usados da BS Colway Remoldagem de Pneus Ltda. e da Casa Amaro Ltda. A decisão foi tomada pelo juiz federal convocado Guilherme Calmon, da 8ª Turma Especializada do TRF – 2ª Região.

De acordo com nota divulgada pelo tribunal, as empresas haviam obtido a sentença favorável em um mandado de segurança impetrado na primeira instância. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) apelou ao TRF, argumentando a “reconhecida proibição de importação de pneus usados”.

Segundo o Ibama, os pneus causam danos ao meio ambiente, devido à liberação de resíduos sólidos, e ameaça à saúde pública, já que, abandonados, podem acumular água de chuva, propiciando a disseminação de doenças como a dengue. Outro motivo alegado seria a preservação dos empregos nas produtoras nacionais de pneus novos.

Segundo a assessoria do Ibama, a importação de pneus é proibida no Brasil, mas empresas vinham conseguindo na autorização judicial para trazer carcaças, com o compromisso de usá-las somente como matéria-prima para a produção de pneus reformados.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) informa que os pneus descartados demoram, no mínimo, 600 anos para se decompor na natureza, e que a indústria da remoldagem aproveitaria apenas 40% das carcaças que servem de matéria-prima. E estima que hoje existam cerca de 100 milhões de pneus usados abandonados no território nacional.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico