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Perita nega que tenha inocentado acusado de matar padre

Perita nega que tenha inocentado acusado de matar padre

Em audiência realizada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, a perita criminal Helena Fernandes Martins negou categoricamente que o laudo de reconstituição simulada da morte do padre Adriano Moreira Curado tenha inocentado os acusados do crime, o seminarista Dairan Pinto de Freitas e o padre Moacir Bernardino da Silva, este último morto em 2004, vítima de latrocínio. Responsável pelo ato de reconstituição do crime, realizado no dia 26 de dezembro do ano passado, a perita admitiu, no entanto, que cometeu erros, por exemplo, ao atestar erroneamente a presença de representante do Ministério Público (MP).

Em audiência realizada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, a perita criminal Helena Fernandes Martins negou categoricamente que o laudo de reconstituição simulada da morte do padre Adriano Moreira Curado tenha inocentado os acusados do crime, o seminarista Dairan Pinto de Freitas e o padre Moacir Bernardino da Silva, este último morto em 2004, vítima de latrocínio. Responsável pelo ato de reconstituição do crime, realizado no dia 26 de dezembro do ano passado, a perita admitiu, no entanto, que cometeu erros, por exemplo, ao atestar erroneamente a presença de representante do Ministério Público (MP).

Também ouvido, o titular da Delegacia Estadual de Homicídios, Jorge Moreira da Silva afirmou que em nenhum momento, durante ou após a realização da reconstituição, afirmou que a perícia concluiu pela inocência dos acusados. “Como autoridade policial no presente caso, eu jamais afirmaria que o laudo inocentou ou condenou alguém”, disse. Último a ser ouvido, o também perito criminal José Alves de Sousa esclareceu que não presenciou o ato de reconstituição, tendo apenas lido, revisado e analisado o laudo produzido por Helena Fernandes para, ao final, assiná-lo também, o que segundo explicou é prática comum entre os peritos da Polícia Civil. Ele comentou, contudo, que apesar da ausência do promotor Élvio Vicente, a perita fez várias referências, no laudo, indicando que ele estava presente durante a perícia.

Os peritos criminais e o delegado foram chamados a falar pelo juiz a pedido do MP, em função da ampla divulgação do resultado do laudo pericial, que concluiu, objetivamente, que o crime não ocorreu da forma como a promotoria descreveu na denúncia. Isto porque, segundo o MP, padre Adriano, cuja morte ocorreu por envenenamento, teria ingerido a substância organoclorato durante o café da manhã. Durante o ato de reconstituição do crime, a perita constatou que o fato não poderia ter acontecido porque, para tanto, seria preciso ter depositado a substância ou na garrafa de café que seria utilizada pela vítima ou em uma xícara que certamente seria usada por ele. Ambas as hipóteses foram descartadas porque nenhum dos demais padres e seminaristas que beberam o café da mesma garrafa passaram mal e, além disso, era o primeiro café da manhã de padre Adriano na Paróquia do Jardim Novo Mundo, de forma que seria impossível alguém saber, previamente e exatamente, qual a xícara que ele utilizaria.

Caso

Adriano foi o primeiro dos três padres que morreram em circunstâncias estranhas, na Capital. De acordo com denúncia do MP, o padre Moacir atuava na Igreja e mantinha relacionamento homossexual com Dairan, que era seminarista e também morava na casa paroquial havia sete anos. Consta que, além do homossexualismo, a conduta de ambos era criticada pelo fato de se utilizarem do dinheiro da Igreja para finalidades particulares. Padre Adriano morreu um dia depois de se mudar para a paróquia, que passaria a ser administrada por ele, no lugar do Padre Moacir, que ocupava a função anteriormente.

Para o MP, foi o medo de que o novo pároco descobrisse suas condutas que motivou o crime praticado por Dairan sob a coordenação de Moacir. Na manhã do crime, Padre Adriano tomou café da manhã no refeitório e depois subiu para as preces matinais. Minutos depois, um dos seminaristas desceu correndo a escadaria do sobrado informando que Adriano estava passando mal, como se alguém o estivesse enforcando. Levado ao Hospital Samaritano, morreu sob o diagnóstico de parada cardíaca.

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