seu conteúdo no nosso portal

Crime hediondo: OAB-PA quer Legislativo definindo progressão

Crime hediondo: OAB-PA quer Legislativo definindo progressão

O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, Ophir Cavalcante Júnior, afirmou hoje (08) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional a regra que proíbe a progressão de regime para condenados por crimes hediondos, deve ser vista como uma forma de humanizar a pena e não sinônimo de destruição do indivíduo. Para Ophir Junior, quanto mais tempo o detento passa na cadeia, mais embrutecido sai. A Seccional sustenta que, agora, cabe ao Legislativo estabelecer uma gradação diferenciada.

O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, Ophir Cavalcante Júnior, afirmou hoje (08) que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional a regra que proíbe a progressão de regime para condenados por crimes hediondos, deve ser vista como uma forma de humanizar a pena e não sinônimo de destruição do indivíduo. Para Ophir Junior, quanto mais tempo o detento passa na cadeia, mais embrutecido sai. A Seccional sustenta que, agora, cabe ao Legislativo estabelecer uma gradação diferenciada.

“Por exemplo, nos casos em que houve morte e lesão corporal grave, entendemos que o preso deve cumprir pelo menos metade da pena em regime fechado e só então, a partir do seu comportamento, o juiz deve verificar se ele tem ou não condições de seguir para o regime semi-aberto”, defendeu o presidente da OAB do Pará. A decisão do STF derrubou o parágrafo 1º do artigo 2º da Lei 8.072/90 – Lei dos Crimes Hediondos.

Ophir Júnior reitera que, nesses casos, é preciso que as famílias das vítimas equilibrem razão e emoção na busca por Justiça. “A OAB está solidária às vítimas e seus familiares, mas não podemos perder de vista que a pena tem que humanizar e não destruir a vida do criminoso completamente, por maior que seja o pecado que a pessoa tenha cometido. Essa é visão tem sido a mais moderna de direitos humanos no mundo”.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico