A nova força-tarefa realizada no início da semana pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Justiça do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e Polícia Federal resultou em indenização de R$ 1,89 milhão a trabalhadores encontrados em situação degradante em fazendas de reflorestamento de pinus dos municípios de Campos Novos e Monte Carlo, no Meio-Oeste catarinense. A sentença favorável ao MPT foi proferida pelo Juiz Oscar Krost, após tentativa frustrada de conciliação com as quatro empresas envolvidas.
Nas fazendas foram encontrados 179 trabalhadores em condições precárias, mas o número total deve chegar a 300. Ao constatar as condições subumanas de trabalho e encontrar documentos comprovando irregularidades, o MPT ofereceu no local sete denúncias por crimes de frustração de direitos trabalhistas mediante fraude, falsidade ideológica, descumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho, falsificação de documentos públicos e formação de quadrilha, cujas penas variam de dois a seis anos de reclusão.
Em 2005, três operações semelhantes envolvendo o MPT, Justiça do Trabalho, DRT e Polícia Federal garantiram indenização e melhoria das condições de trabalhadores rurais encontrados em fazendas de reflorestamento de pinus em Indaial, Campos Novos e Timbó Grande.
A primeira força-tarefa de 2006 contou com a presença da Presidente do TRT, a Juíza Águeda Maria Lavorato Pereira e de quatro Juízes do Trabalho. A participação do MPT também se intensificou: além da presença do Procurador-Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho Acir Afredo Hack e do Procurador do Trabalho Marcelo José Ferlin D’Ambroso, atuaram também o Procurador Regional do Trabalho Egon Koerner Junior e o Procurador do Trabalho Keilor Heverton Mignoni.