Está previsto para a próxima segunda-feira (20), às 16h30, na sala de audiências da 2ª Vara Criminal de Goiânia, o interrogatório do engenheiro Sílvio Martins dos Reis. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por ter causado a morte do serralheiro Luís Sérgio Morais Ribeiro por volta das 8 horas de 19 de outubro do ano passado, na esquina das Avenidas T-2 e T-42, após uma briga de trânsito entre ambos. Silvio teve a prisão decretada pela juíza Zilmene Gomide da Silva Manzolli, mas não foi localizado por oficiais de Justiça nem pela polícia.
A prisão de Silvio foi decretada pela magistrada acolhendo pedido da promotora Yara Ferreira Alves e Silva, que sustentou a necessidade de detenção ao argumento de que o engenheiro não colaborou com as investigações, tendo permanecido foragido quando da decretação de sua prisão temporária pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, além de não ter comparecido ao ato de reconstituição do crime, apresentando, assim, obstáculos ao trabalho policial.
Intolerância
De acordo com a denúncia, no dia do fato, acusado e vítima trafegavam pela Avenida T_2, na mesma direção. Conduzindo uma motocicleta Honda, Luís Sérgio passava pelo vão entre os veículos quando esbarrou o guidon direito no retrovisor de um VW Pólo que estava sob a direção de Silvio. Na ocasião, os dois pararam os veículos no semáforo do cruzamento das Avenidas T_2 e T_ 41, momento em que a vítima desculpou_se, tendo o denunciado se recusado a perdoá_lo, dando início assim a uma discussão.
Com a abertura do sinal, Luís Sérgio distanciou-se mas Silvio acelerou seu carro, colidindo-o contra a traseira da motocicleta. A força do impacto derrubou a motocicleta e Luis Sérgio foi lançado para o alto, caindo sobre o capô do veículo conduzido por Silvio. Nesse momento, o engenheiro começou a fazer zigue_zague na pista e deu um golpe no volante, segundo o MP, intencionando jogar a vítima no asfalto. Apesar de tentar agarrar_se ao Pólo, Luis Sérgio caiu no asfalto, ocasião em que Silvio passou o veículo sobre sua cabeça, esmagando_lhe o crânio e provocando_lhe a morte instantânea. Em seguida, fugiu do local, omitindo socorro à vítima. Na denúncia, o MP pediu para que ele seja julgado por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, uso de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.