No mesmo dia em que a greve dos policiais civis do Entorno do Distrito Federal foi deflagrada, a Justiça de Goiás a considerou ilegal. No fim da tarde desta segunda-feira, o juiz Avenir Passo de Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, determinou o fim do movimento em todo o estado de Goiás. A categoria reivindica aumentos salariais para vincular a remuneração dos agentes à dos delegados. Em certos casos, o reajuste chegaria a mais de 100%, parcelados em duas vezes.
O juiz fixou multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento de sua decisão. A liminar foi pedida pelo Governo de Goiás. Segundo comunicado do Tribunal de Justiça de Goiás, o magistrado entendeu que Polícia Civil está “impossibilitada de promover o direito de greve”.
Oliveira argumentou que a paralisação pode pôr em risco a ordem pública. Isso privaria a população de segurança, considerada o serviço essencial mais relevante. Para Oliveira, haveria outras formas de a União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci) reivindicar salários dignos.
17 dias
O presidente da entidade sindical, Ademar Luís de Oliveira, disse que o movimento não vai parar. Isso porque ele ainda não foi notificado da decisão judicial. “Na greve passada, foram 17 dias [para isso acontecer]. Eu só estou sabendo da liminar por conta da imprensa”, esquivou-se.
Oliveira negou que vai fugir dos oficiais de Justiça para prolongar a greve. “Eu não fugi [no ano passado]”, garantiu.