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Chirac defende lei do emprego e é vaiado

Chirac defende lei do emprego e é vaiado

Centenas de pessoas reunidas na praça da Bastilha, em Paris, vaiaram nesta sexta-feira o presidente francês Jacques Chiraq durante discurso sobre a promulgação da lei do Contrato de Primeiro Emprego (CPE). No instante em que o chefe do Estado francês anunciou que irá promulgar a 'lei de igualdade de oportunidades' que institui o CPE, os manifestantes começaram a gritar frases como 'Chirac na prisão' e 'Villepin demissão', e também pediram a 'retirada do CPE'.

Centenas de pessoas reunidas na praça da Bastilha, em Paris, vaiaram nesta sexta-feira o presidente francês Jacques Chiraq durante discurso sobre a promulgação da lei do Contrato de Primeiro Emprego (CPE). No instante em que o chefe do Estado francês anunciou que irá promulgar a “lei de igualdade de oportunidades” que institui o CPE, os manifestantes começaram a gritar frases como “Chirac na prisão” e “Villepin demissão”, e também pediram a “retirada do CPE”.

O presidente francês, diante da impossibilidade de aprovar o CPE em sua versão original, teve de modificar as cláusulas que garantiam a empregadores o direito de demitir, sem justificativa, os empregados com menos de 26 anos durante os dois primeiros anos de trabalho. Esse período será reduzido para apenas um ano e os motivos da ruptura do contrato de trabalho terão de ser comunicados ao interessado, o que não era exigido anteriormente.

Os manifestantes não se satisfizeram com as adaptações no ponto mais polêmico do contrato. Segundo setores estudantis, sindicatos e a oposição de esquerda, o CPE fere a “lei de igualdade dos assalariados”, anterior à nova lei de “igualdade de oportunidades” aprovada quinta-feira pelo Conselho Constitucional do Parlamento francês.

Membros do primeiro escalão do governo reforçaram nesta sexta seu apoio à aprovação do CPE. O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, qualificou de “sábia” a decisão tomada por Chirac. Essa decisão “corresponde aos desejos da imensa maioria dos parlamentares da União por um Movimento Popular (UMP, no poder)”, afirmou Sarkozy à AFP. Sindicatos e organizações estudantis mantiveram, para o dia 4 de abril (terça-feira), a data para um novo dia de protestos e paralisações.

Crise – Desde que foi posto em pauta de votação pelo Parlamento, o CPE provocou ampla mobilização social na França e isolou politicamente o primeiro ministro Dominique de Villepin.

A discussão ocorre antes das eleições presidenciais no país, previstas para 2007, e pesquisas apontam que a popularidade de Villepin, provável candidato à Presidência, está em queda. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas nos protestos da terça-feira para exigir que Villepin revogasse o CPE.

Foi a maior manifestação na França desde o movimento de dezembro de 1995, que obrigou o então premiê, Alain Juppé, a retirar seu projeto de reforma da Previdência.

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