O escritor norte-americano Dan Brown não plagiou o livro de dois autores britânicos ao escrever o sucesso de vendas “O Código Da Vinci”, decidiu nesta sexta-feira a Justiça britânica. Os acusadores terão que pagar US$ 1,75 milhão de custas judiciais.
Dan Brown comemorou a decisão ao afirmar que “o veredicto de hoje mostra que a acusação não era justificada”. “Estou assombrado que esses autores tenham decidido me acusar”, afirmou Dan Brown a jornalistas em Londres, onde foi julgado o caso de plágio.
Dois historiadores britânicos, Michael Baigent e Richard Leigh, acusavam o escritor americano de ter copiado a estrutura central de um livro que eles publicaram em 1982, “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada”. A editora Random House, que publicou as duas obras, também foi alvo de acusação no processo.
Tanto “O Código da Vinci” como “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada” afirmam que Jesus Cristo se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho e cuja descendência continuou até a atualidade, protegida por uma ordem secreta conhecida como Priorado de Sião.
A Random House, por sua vez, afirmou que o processo judicial “garante que os romancistas continuam sendo livres para incorporar idéias e pesquisa histórica”.
“O Código da Vinci”, traduzido para 44 idiomas e cuja versão cinematográfica estréia em maio deste ano, vendeu mais de 40 milhões de exemplares no mundo todo. A boa aceitação da obra deu a Brown mais de 70 milhões de euros, segundo a revista “Forbes”.
Em agosto de 2005, Brown já havia ganho outro processo judicial. Na ocasião, o escritor Lewis Perdue afirmou que “O Código Da Vinci” copiou elementos de dois de seus livros, “Daughter of God” e “The Da Vinci Legacy”.