seu conteúdo no nosso portal

Justiça do Trabalho determina arresto de bens da Varig

Justiça do Trabalho determina arresto de bens da Varig

A Justiça do Trabalho concedeu nesta terça-feira liminar a trabalhadores da Varig que determina o arresto (apreensão) dos bens da empresa aérea como garantia do pagamento de passivo com trabalhadores.

A Justiça do Trabalho concedeu nesta terça-feira liminar a trabalhadores da Varig que determina o arresto (apreensão) dos bens da empresa aérea como garantia do pagamento de passivo com trabalhadores.

Os bens serão transferidos para uma empresa chamada Varig Operacional e administrados pela consultoria Alvarez & Marsal, contratada para comandar a implementação do plano de recuperação da companhia.

Passam para a Varig Operacional a malha de serviços, a marca Varig, o programa Smiles, as receitas relacionadas ao transporte aéreo, as instalações, equipamentos e contratos de leasing de aeronaves, entre outros bens.

Na prática, esses bens passam para as mãos dos trabalhadores e ficarão protegidos contra ações movidas por credores da Varig, que enfrentarão maior dificuldade caso tentem recuperar os créditos passados para a Varig Operacional pois as dívidas de R$ 7 bilhões permanecem com a empresa antiga.

A liminar foi pedida por sindicatos de aeronautas, pilotos, mecânicos, entre outros, e concedida pela 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, segundo o advogado José Crescêncio, representante dos trabalhadores.

Os trabalhadores, segundo o advogado, têm o interesse de que o plano de recuperação aprovado pelos credores seja levado adiante e já manifestaram essa decisão ao juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial da Justiça do Rio, responsável pela análise do plano.

A Varig tem como principal credor o fundo Aerus (de funcionários de empresas aéreas), que tem R$ 2,3 bilhões a receber da empresa e teve a intervenção decretada hoje pela SPC (Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência).

O passivo com o Aerus deve-se a depósitos que não foram feitas pela Varig nos últimos anos pela companhia aérea, que deve também dinheiro a bancos, empresas de leasing de aviões, distribuidores de combustíveis e Infraero (empresa que administra os aeroportos brasileiros), entre outros.

Dentro do plano de recuperação judicial, a Varig planeja demitir boa parte de seus cerca de 11 mil trabalhadores e reduzir a frota de aeronaves.

Outra medida já anunciada pela empresa para elevar o caixa foi a venda das ex-subsidiárias VarigLog (de tranporte de cargas) e VEM (de manutenção de aviões).

A VarigLog apresentou na semana passada uma proposta de compra da parte boa da Varig (que exclui as dívidas) por US$ 350 milhões.

A proposta, que ainda precisa da aprovação dos credores, prevê o corte de mais da metade dos funcionários da empresa.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico