O Tribunal Especial Iraquiano que julga o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e sete de seus antigos assessores decidiu nesta segunda-feira adiar o processo até 15 de maio, informaram fontes judiciais.
A sessão de hoje, presidida pelo juiz curdo Raouf Abdel Rahman, é a 23ª desde o início do processo, em outubro passado.
Durante a sessão, o tribunal continuou a análise do relatório de especialistas iraquianos sobre a autenticidade da assinatura de Saddam e de alguns de seus ex-assessores nas sentenças de morte de 148 xiitas.
Um dos especialistas leu o relatório de peritos iraquianos em caligrafia, no qual se confirma que as assinaturas de Saddam presentes em vários documentos dos anos 80 eram “autênticas”.
Saddam e sete de seus antigos colaboradores são acusados da morte de 148 iraquianos, sentenciados à pena de morte em 1983 após uma tentativa de assassinato contra o ex-ditador em Dujail, ao norte de Bagdá, em 1982.
Os réus podem ser condenados à pena de morte se forem declarados culpados. A defesa rejeitou o relatório e pediu novamente a intervenção de analistas internacionais para verificar a autenticidade da assinatura.
Relatório
Barzan al Tikriti, meio-irmão de Saddam e ex-chefe dos serviços secretos, disse que o relatório “foi preparado para condenar” os réus.
Ele também afirmou que os membros do antigo regime “não são assassinos” e não ordenaram o assassinato de nenhum iraquiano.
“Há diferença entre levar alguém à Justiça por ter tentado assassinar o presidente, e ordenar que seja assassinado”, disse Al Tikrit.