O 3º Tribunal do Júri do Rio julga hoje (25 de abril), a partir das 13h, dois dos acusados de matar, há oito anos, o vereador Sergio Luiz da Costa Barros, de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Estarão no banco dos réus o ex-presidente da Câmara Municipal Cláudio Heleno dos Santos Lacerda e o funcionário público João Paulo Neves. O primeiro foi denunciado como mandante do assassinato e o segundo, por ter executado o crime.
O vereador Sérgio Luiz da Costa Barros foi seqüestrado no dia 30 de abril de 1998, quando saía da Câmara Municipal de São João de Meriti, por volta das 20h30. Ele foi colocado no porta-malas de seu carro, o Parati placa KNC 7980, levado até a Rua Floriano, próximo ao Clube Sendolândia, no bairro Venda Velha, onde o automóvel foi incendiado.
Segundo o MP, o crime teria sido planejado por Cláudio Lacerda, que na época era o presidente da Câmara Municipal e disputava a reeleição para a direção da Casa com Sérgio da Costa Barros. O assassinato visaria ainda assegurar a ocultação de outros crimes praticados por Lacerda e João Paulo Neves contra a administração pública e que seriam de conhecimento da vítima.
Cláudio Lacerda chegou a ser condenado, em 19 de janeiro de 2000, a 19 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato. Mas o julgamento foi anulado por decisão do Superior Tribunal de Justiça. Neste novo júri, presidido pelo juiz Sidney Rosa da Silva, ele vai responder por homicídio qualificado, mediante paga ou por motivo torpe, com o emprego de fogo, asfixia e à traição, utilizando-se de recurso que tornou impossível a defesa da vítima (art 121, parágrafo 2º, incisos I, III, IV e V).
Policial militar aposentado e atual suplente de vereador, Cláudio Lacerda já foi condenado a 6 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de homicídio e a 16 anos por peculato (desvio de R$ 120 mil em recursos repassados pela Prefeitura à Câmara entre junho e julho de 1998). Ele recorreu das duas sentenças e aguarda o reexame dos casos em liberdade.
Além de Lacerda e João Paulo, outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, mas não vão a julgamento: Antônio Aurélio Vieira Moreira morreu, Antônio José Jesus está foragido e o policial militar Jerônimo Vieira Ignácio foi impronunciado. O 3º Tribunal do Júri fica na Avenida Erasmo Braga 115, sala 301 – Lâmina II – corredor C.