O Ministério Público de São Paulo requereu, nesta quinta-feira, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do Instituto Florestan Fernandes, ligado ao PT, e empresas acusadas de serem favorecidas em contratações irregulares pela prefeitura de São Paulo durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy.
Segundo a denúncia do MP, sob a gestão de Marta Suplicy (PT-SP), a prefeitura teria encontrado um jeito de agraciar institutos ligados ao partido e, “de quebra, ajudar companheiros sem despertar muito a atenção”.
De acordo com a investigação, a Prefeitura contrataria fundações e essas entidades fariam parcerias “com institutos do PT ou com profissionais que trabalham para essas organizações ou que atuavam em gestões do partido, sobretudo em Santo André. A vantagem é que a lei permite contratar fundações sem a necessidade de licitação”.
A FGV e a Fundep foram contratadas e repassaram parte do trabalho ao IFF — Instituto Florestan Fernandes, criado em julho de 1999 por iniciativa do diretório municipal do PT e presidido por Marta Suplicy (PT) até o final de 2000.
Refere a denúncia que “uma outra ONG, a Sampa.org, que até maio de 2002 era vinculada ao IFF, também foi contratada, porém de forma direta, pela prefeitura”. Diz ainda que “a Sampa.org foi contratada pela Secretaria Municipal da Educação, por R$ 1,254 milhão, para prestação de serviços técnicos especializados de implantação do projeto portal do CEU”.
A denúncia vem assinada pelos promotores Saad Mazloum, Sergio Turra Sobrane, Silvio Antonio Marques, Túlio Tadeu Tavares e Antonio Celso Campos de Oliveira Faria.