A ausência das testemunhas Cleusa Pereira da Silva, Marlene Martins Prudêncio e do pai do réu Adevaldo Sobrinho de Moraes fez com que o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, do 1º Tribunal do Júri do (TJ-GO) remarcasse para 17 de maio o julgamento do estudante Adevaldo Sobrinho de Moraes Júnior, de 28 anos, acusado de matar a madrasta Adriana Crosora e de tentar matar o pai, em 17 de outubro de 1995, por volta das 8h50, no interior da Oficina Mecânica do Nego, no Setor Coimbra. A suspensão do júri foi pedido pelo promotor de justiça João Teles de Moura, em função das testemunhas serem imprescindíveis.
Segundo a denúncia do Ministério Público estadual (MP), Adevaldo e Adriana tinham um relacionamento amoroso que não era aprovado pelos seus três filhos. Júnior achava que a morte de sua mãe havia sido provocado pela traição de seu pai, chegando até a beber remédios para se suicidar. Os irmãos de Júnior deixaram de se opor ao romance, enquanto Júnior permanecia firme no propósito de acabar com o envolvimento dos dois. Antes do crime, Adriana foi até a oficina mecânica de Adevaldo, de onde foram a sua residência para conversarem, instante em que Júnior apareceu e começou a discutir com Adriana. Júnior, já irritado com aquela situação, foi ao escritório da oficina e pegou o revólver de seu pai. Ao entrar na casa lutou com seu pai que insistia em tirar o revólver de suas mãos, mas foi atingido no braço. Adriana não teve a mesma sorte, os tiros acertaram o braço, a cabeça e o coração dela. Júnior, depois do crime, direcionou a arma para sua própria cabeça, a fim de se suicidar, mas foi impedido pelos funcionários da oficina.
Depoimento
Em seu depoimento, Júnior informou que a primeira vez que manuseou uma arma de fogo foi no dia do crime. Ele afirmou que não tinha intenção de matar, mas só o fez porque estava descontrolado. E que os tiros que disparou em seu pai foi acidental. Segundo Júnior, o relacionamento de Adevaldo e Adriana era satisfatório, mas após Adriana revelar durante uma discussão com os seus irmãos que o romance com seu pai iniciou antes da morte de sua mãe, eles ficaram revoltados e passaram a destratá-la. Atualmente, Adevaldo não fala com seu filho, que aguarda julgamento em liberdade.