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Presidente do TSE critica ‘país do faz-de-conta’

Presidente do TSE critica ‘país do faz-de-conta’

O novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio de Mello (foto), disse ontem que 'o Brasil se tornou um país do faz-de-conta' e criticou agentes públicos que alegariam a ignorância dos acontecimentos como 'tábua de salvação'. 'Se a ordem jurídica não aceita o desconhecimento da lei como escusa até do mais humilde dos cidadãos, muito menos há de admitir a desinformação dos fatos pelos agentes públicos, a brandirem [acenarem com] a ignorância dos acontecimentos como tábua de salvação', afirmou ele.

O novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio de Mello (foto), disse ontem que “o Brasil se tornou um país do faz-de-conta” e criticou agentes públicos que alegariam a ignorância dos acontecimentos como “tábua de salvação”. “Se a ordem jurídica não aceita o desconhecimento da lei como escusa até do mais humilde dos cidadãos, muito menos há de admitir a desinformação dos fatos pelos agentes públicos, a brandirem [acenarem com] a ignorância dos acontecimentos como tábua de salvação”, afirmou ele.

Ao falar que o Brasil se tornou “um país do faz-de-conta”, exemplificou: “Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz-de-conta. Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiam, o que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuar agindo como se nada de mal houvessem feito”. O ministro fez essas afirmações ao tomar posse na presidência do TSE, cargo no qual comandará estas eleições. Ele não citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ex-ministros hoje acusados de corrupção. Disse que, no que depender dele, não haverá “contemporizações a pretexto de eventuais lacunas da lei” e defendeu a rejeição de contas irregulares de candidatos ou partidos.

“Esqueçam a aprovação de contas com as famosas ressalvas. Passem ao largo das chicanas, dos jeitinhos, dos ardis possibilitados pelas entrelinhas dos diplomas legais. Repito: no que depender desta cadeira, não haverá condescendência de qualquer ordem.”

Marco Aurélio pregou “o poder revolucionário do voto”. Segundo ele, se o eleitor souber usar o voto como poder de mudança, “muito em breve os candidatos aprenderão a respeitá-lo se não puderem honrá-lo de espontânea vontade”. Defendeu mudanças na lei para tornar o processo judicial mais rápido. “Se aqueles que deveriam buscar o aperfeiçoamento dos mecanismos [da Justiça] preferem ocultar-se por trás de negociatas, que o façam sem a falsa proteção do mandato.”

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