O Ministério Público Estadual (MPE) do Rio de Janeiro pediu ontem a abertura de um inquérito policial para investigar se o cantor Belo falsificou uma proposta de trabalho para poder cumprir pena em regime semi-aberto. Ele foi condenado a seis anos de prisão por tráfico e associação para o tráfico. O promotor Fabiano Rangel Moreira pediu ainda que Belo permaneça preso enquanto durarem as investigações.
A defesa do artista entregou à Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio na última terça-feira uma nova proposta de trabalho, da Associação de Músicos Arranjadores e Regentes (Amar). A diretoria da empresa, contudo, desmentiu o fato e informou que o documento encaminhado à Justiça foi assinado por um funcionário sem poder para fazer contratações. “Fiquei perplexo com as informações divulgadas”, afirmou Moreira ao jornal O Estado de S. Paulo.
Belo, seus advogados e o funcionário da Amar vão ser investigados pelo crime de falsidade material. Se condenados, podem pegar pena de até dois anos de prisão. Além disso, Belo poderia perder definitivamente o direito de progressão de pena para o regime semi-aberto.
Belo saiu da prisão para trabalhar na Amar na manhã da última segunda-feira, onde seria gerente operacional. O vice-presidente da entidade, o compositor Paulo César Pinheiro, no entanto, afirmou que o cargo não existe na estrutura da associação.