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Júri ouve testemunhas em retomada de processo de Saddam

Júri ouve testemunhas em retomada de processo de Saddam

Testemunhas de defesa foram ouvidas nessa segunda-feira pelo Tribunal Especial Iraquiano em mais uma audiência do julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

Testemunhas de defesa foram ouvidas nessa segunda-feira pelo Tribunal Especial Iraquiano em mais uma audiência do julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

Saddam e outros sete de seus ex-colaboradores são acusados de envolvimento na execução de ao menos 148 xiitas em 1983, depois que o grupo foi declarado culpados de participar de uma tentativa de assassinar Saddam na localidade de Dujail.

Durante a sessão –a 29ª desde o início do processo, que teve início em outubro– a defesa trouxe uma séria de testemunhas que falaram em defesa de Awad al Bandar, ex-chefe da Corte Revolucionária, acusado de ter condenado o grupo de xiitas à morte sem julgamento prévio.

“Al Bandar levou o aspecto humanitário em consideração, ele foi justo e agiu de acordo com a lei”, afirmou uma das testemunhas, um ex-funcionário da corte que falou por trás de uma cortina para preservar sua identidade.

A segunda testemunha, que também depôs anonimamente, era um membro das forças especiais do Exército que, em 1982, foi preso por insultar Saddam e julgado pela Corte Revolucionária.

“Quando eu fui julgado, Al Bandar me perguntou se eu tinha um advogado”, disse a testemunha. “Eu disse que não tinha porque era inocente. Ele então convocou um advogado para me defender e eu fui inocentado das acusações”.

A terceira testemunha, Galib Muttar Latif, era um um policial aposentado de Dujail, mas não falou sobre o funcionamento da Corte Revolucionária. Em vez disso, pediu ao juiz se poderia cumprimentar Saddam. No entanto, o juiz Raouf Abdel Rahman negou o pedido, dizendo que “era um julgamento, e não uma reunião do partido Baath [antigo partido de Saddam].

Acusações

Al Bandar reafirmou, durante a sessão, que o julgamento dos 148 xiitas foi “justo”. No entanto, ele admitiu que havia apenas um advogado de defesa e que o processo durou apenas 16 dias.

As três testemunhas trazidas à corte nesta segunda-feira também não tinham ligação direta com o julgamento dos xiitas, o que foi criticado pelo juiz. “As testemunhas deveriam ter conexão como caso, deveriam ser pessoas que trabalharam durante o caso”, afirmou Abdel Rahman.

“As acusações contra mim são injustas, é injusto dizer que não permiti que eles tivessem um advogado de defesa”, rebateu Al Bandar.

A defesa de Saddam e dos outros sete réus está na terceira semana para apresentar testemunhas no julgamento, que já dura mais de sete meses. Os oito podem ser condenados à pena de morte se forem considerados culpados. Um veredicto pode ser divulgado em agosto.

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