Os advogados Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado, defensores de integrantes do PCC e suspeitos de ter comprado a gravação de uma sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas, estão proibidos de deixar o país graças a uma decisão da Justiça Federal.
Na mesma decisão, conhecida na noite de segunda-feira (5), o juiz José Airton de Aguiar Portela, da 12ª Vara Federal de Brasília, negou o pedido de prisão preventiva contra os advogados, requerido pela CPI do Tráfico de Armas. Ambos são acusados de crime de corrupção ativa.
O magistrado afirmou que, embora não existam fundamentos para a prisão preventiva, os passaportes de ambos devem ser apreendidos.
Os dois advogados são suspeitos de comprar, por R$ 200, cópia da gravação de uma sessão secreta da CPI, com depoimentos dados pelos delegados Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, de São Paulo.
Para a comissão, a onda de violência seria uma reação das lideranças do PCC após terem acesso às declarações dos policiais.
Apenas metade da transcrição dos depoimentos veio à tona. No trecho, os delegados dão detalhes das atividades da facção, mas não afirmam claramente que haveria transferência de líderes do PCC, o que teria sido o estopim para a crise.
Maria Cristina Rachado –que defende Marcos Camacho, o Marcola– e Sérgio Weslei Cunha –advogado de Leandro Carvalho– foram ouvidos pela CPI no mês passado.