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Juiz ouvirá acusados de desviar dinheiro da Federação Goiana de Futebol

Juiz ouvirá acusados de desviar dinheiro da Federação Goiana de Futebol

O juiz Marcelo Fleury Curado Dias, da 9ª Vara Criminal de Goiânia, designou para o próximo 27 de setembro, às 13h30, o interrogatório de Washington Luiz Amaro de Oliveira, Marcelo Januário da Silva e Eduardo Pimentel Ramos. Os três são acusados de ter se apropriado de R$ 504.436,72 pertencentes à Federação Goiana de Futebol (FGF), entre novembro de 2002 e setembro de 2003.

O juiz Marcelo Fleury Curado Dias, da 9ª Vara Criminal de Goiânia, designou para o próximo 27 de setembro, às 13h30, o interrogatório de Washington Luiz Amaro de Oliveira, Marcelo Januário da Silva e Eduardo Pimentel Ramos. Os três são acusados de ter se apropriado de R$ 504.436,72 pertencentes à Federação Goiana de Futebol (FGF), entre novembro de 2002 e setembro de 2003.

De acordo com denúncia do Ministério Público (MP), na época Washington era auxiliar de tesouraria da FGF enquanto Marcelo atuava como office boy responsável por efetuar os pagamentos dos tributos da associação. Todas as guias de recolhimento de INSS que eram preenchidas para pagamento tinham por base a soma dos cálculos e dos valores arrecadados no jogos realizados nas últimas 48 horas. Assim, após o preenchimento das guias, com o valor exato a ser pago, Washington conferia os valores, repassava-os para o diretor financeiro da FGF, que por sua vez entregava o dinheiro correspondente a Marcelo, juntamente com as guias, a fim de que fossem pagas.

Depois que os tributos eram pagos, as guias autenticadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) eram devolvidas ao diretor financeiro, que conferia tudo e as repassava para sua auxiliar contábil, que as anexava no boletim financeiro de receita e despesas (Borderô). No final de 2002, Washington e Marcelo decidiram apropriar-se dos valores que lhes eram confiados a título de pagamento de INSS. Assim, em novembro daquele ano Marcelo procurou Eduardo, seu amigo e técnico de informática, pedindo-lhe que lhe ensinasse como fazer a autenticação fraudulenta das guias de recolhimento de INSS da FGF.

Na ocasião, segundo a promotoria, Eduardo explicou a Marcelo como fazer a falsificação no computador, informando-lhe que bastaria, para tanto, modificar a fonte da letra para uma semelhante às das autenticações bancárias e utilizar uma impressora matricial para imprimir o documento. A partir de então, Marcelo e Washington passaram a falsificar as autenticações mecânicas das guias de recolhimento, o que somente foi descoberto em 2003, quando auditores fiscais do INSS constataram a falta de pagamento dos impostos pela FGF e compareceram na sede da associação para averigüar a situação. Na ocasião, descobriu-se que os três eram os responsáveis pelo desvio.

“Desta maneira, os denunciados Washington e Marcelo, de forma continuada, aproveitaram-se de seu emprego e da confiança que gozavam junto à vítima, receberam os valores que deveriam ser pagos ao INSS e apropriaram-se dos mesmos. O denunciado Eduardo concorreu, de qualquer forma, para a prática delituosa”, observou na denúncia a promotora Laudelina Angélica Campanholo Amisy.

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