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Juiz do caso Jean Charles dá mais tempo para Polícia se defender

Juiz do caso Jean Charles dá mais tempo para Polícia se defender

O tribunal encarregado de julgar a execução do brasileiro Jean Charles de Menezes concedeu hoje à Polícia britânica uma prorrogação de cinco semanas para que possa preparar melhor sua defesa, informaram fontes judiciais.

O tribunal encarregado de julgar a execução do brasileiro Jean Charles de Menezes concedeu hoje à Polícia britânica uma prorrogação de cinco semanas para que possa preparar melhor sua defesa, informaram fontes judiciais.

A pedido dos advogados da Polícia Metropolitana de Londres, o juiz decidiu que a próxima audiência será realizada em 19 de setembro, de modo que os representantes da Scotland Yard tenham mais tempo para analisar as provas contra a corporação.

A Scotland Yard é acusada de violação das normas sobre segurança e saúde no trabalho pela morte por erro do brasileiro Jean Charles em um vagão do metrô de Londres. A execução ocorreu em 22 de julho de 2005, um dia após uma série de atentados fracassados na capital.

Durante a audiência preliminar de hoje, o promotor Mark Carroll assinalou que a acusação estava preparada para proceder, mas um dos advogados da Polícia, Mark Scoggins, disse que necessitava de “mais tempo para examinar as provas” e decidir a linha da defesa.

“Movimentamo-nos com a rapidez devida nas últimas quatro semanas, mas necessitamos de mais tempo para chegar a nosso destino e a uma posição ponderada” sobre o caso, indicou Scoggins ao tribunal londrino de Westminster.

Às portas do tribunal, o comandante Simon Foy, o oficial de mais alta categoria a representar a Polícia na corte, explicou o que aconteceu à imprensa: “Este é nosso primeiro comparecimento neste caso e pedimos mais tempo para considerar as acusações e as provas”.

“O tribunal nos concedeu esse tempo e agora nos retiraremos” para analisar o material, acrescentou.

Ao anunciar sua decisão, o juiz Timothy Workman argumentou que “nas presentes circunstâncias, é correto” que a Polícia tenha mais tempo para considerar sua posição, mas disse que espera que em 19 de setembro tudo esteja “pronto para proceder” o julgamento.

A Scotland Yard, a Polícia Metropolitana de Londres, é acusada de violação dos artigos 3 e 33 da lei sobre segurança e saúde no trabalho, de 1974, que obriga a Polícia a respeitar também os que não são seus funcionários.

Jean Charles, um eletricista de 27 anos, recebeu sete tiros à queima-roupa na cabeça na estação de Stockwell (sul de Londres) ao ser confundido pelos policiais que o perseguiam com um dos supostos terroristas dos atentados fracassados da véspera.

Após receber um relatório da Comissão Independente de Queixas à Polícia, encarregada de investigar o caso, a Promotoria anunciou no mês passado que não havia provas suficientes para acusar agentes individualmente pela execução, por isso se decidiu acusar a Scotland Yard como organização por violação das normas de segurança.

A Scotland Yard não decidiu ainda se tomará medidas disciplinares ou não contra alguns de seus funcionários envolvidos no caso, entre eles a comandante Cressida Dick, que supostamente deu a ordem de disparar para matar.

A família do brasileiro criticou a decisão de não processar nenhum dos funcionários responsáveis pela morte de Jean Chalres, e a qualificou de “totalmente incrível” e “vergonhosa”.

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