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Busato em Uruguaiana: não há mais como adiar reforma política

Busato em Uruguaiana: não há mais como adiar reforma política

'Não há mais como adiar a reforma política. O país paga hoje o alto preço de não tê-la feito há mais tempo. Mensalão, sanguessugas, anões do Orçamento - que são essas anomalias senão subprodutos de um quadro político viciado e deteriorado?' O questionamento foi feito pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, ao defender, em Uruguaiana, a aprovação urgente de uma reforma política que seja capaz de afastar a perplexidade e o ceticismo que permeia o processo político brasileiro.

“Não há mais como adiar a reforma política. O país paga hoje o alto preço de não tê-la feito há mais tempo. Mensalão, sanguessugas, anões do Orçamento – que são essas anomalias senão subprodutos de um quadro político viciado e deteriorado?” O questionamento foi feito pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, ao defender, em Uruguaiana, a aprovação urgente de uma reforma política que seja capaz de afastar a perplexidade e o ceticismo que permeia o processo político brasileiro.

Busato está em Uruguaiana, distante 640 quilômetros de Porto Alegre, onde participa de mesa de debates organizada pelo Conselho de Cidadania de Uruguaiana. A reunião está sendo realizada na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade. Também participam da mesa redonda o presidente da Subseção da OAB de Uruguaiana, Lauro Beheregaray Delgado, o presidente da CDL, Jorge Claudimir Lopes, vários advogados e integrantes de movimentos em prol da cidadania no Rio Grande do Sul.

O presidente da OAB anunciou que a entidade máxima da advocacia deu passos importantes em busca de uma reforma política ao lançar, na última sessão plenária do Conselho Federal, o Fórum da Cidadania pela Reforma Política. Este Fórum será integrado por representantes dos partidos políticos e da sociedade civil e não funcionará apenas para a discussão e elaboração de um anteprojeto de reforma a ser encaminhado ao Congresso Nacional. Foi criado, sobretudo, para comprometer os candidatos a uma vaga no Congresso, nas Assembléias Legislativas, nos governos estaduais e na Presidência da República com tal iniciativa.

“Todos os partidos e correntes ideológicas, sem exceção, proclamam a reforma política prioritária e urgente, mas ninguém até aqui movimentou-se objetivamente para que se materializasse”, afirmou Busato. “A reforma política, não obstante sua reconhecida urgência, tem sido postergada por sucessivos governos e, de adiamento em adiamento, chegamos ao limite”.

A chegada ao limite à qual se referiu o presidente da OAB gerou como resultado uma profunda deterioração da imagem e conceito das instituições republicanas, segundo ele, “com gravíssimos prejuízos para a governabilidade e o destino de nosso regime democrático”. Uruguaiana fica distante 640 quilômetros de Porto Alegre, na divisa com a Argentina e o Uruguai.

Roberto Busato adiantou que o objetivo principal é fazer, por meio do Fórum da Cidadania pela Reforma Política, que os candidatos a um cargo no governo nas próximas eleições se comprometam de fato com a aprovação dessa reforma. “Aos quais diremos com toda a veemência e clareza que iremos cobrar o cumprimento do compromisso assumido. Se necessário, iremos às ruas cobrá-lo”, afirmou. A primeira reunião dos membros do Fórum da Cidadania pela Reforma Política será realizada no próximo dia 12 em Brasília.

No entanto, Busato reiterou que, durante esta luta pela aprovação da reforma política, a OAB, em tempo algum, servirá de palanque para qualquer candidato ou partido político. “Não permitirá que um tema dessa gravidade e relevância sirva a qualquer outro propósito que não o de contribuir para a elevação de nossas práticas públicas e o saneamento de nossa vida política”.

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