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Dossiê: Depoimentos foram uma ‘trama para ocultar a verdade’, diz procurador

Dossiê: Depoimentos foram uma ‘trama para ocultar a verdade’, diz procurador

BRASÍLIA - O procurador da República no Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, afirmou ontem que os petistas Oswaldo Bargas, Expedito Veloso e Jorge Lorenzetti ocultaram a verdade nos depoimentos que prestaram à Polícia Federal anteontem. Ex-integrantes da equipe de inteligência da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eles são apontados como participantes da compra de um dossiê contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e o ex-braço direito dele no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

BRASÍLIA – O procurador da República no Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, afirmou ontem que os petistas Oswaldo Bargas, Expedito Veloso e Jorge Lorenzetti ocultaram a verdade nos depoimentos que prestaram à Polícia Federal anteontem. Ex-integrantes da equipe de inteligência da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eles são apontados como participantes da compra de um dossiê contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e o ex-braço direito dele no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

Veloso, Bargas e Lorenzetti foram ouvidos separadamente na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por Avelar e Diógenes Curado, delegado da PF no Mato Grosso responsável pelo caso. Para o procurador da República, os petistas combinaram as versões de seus depoimentos e negaram saber do pagamento de R$1,7 milhão para a família Vedoin envolver Serra e Bargas na máfia das sanguessugas.

“Foi uma sucessão de depoimentos, meticulosa, articulada e tramada para ocultar a verdade dos fatos”, disse Avelar.

“[Durante o depoimento] não se falou em momento algum da origem do dinheiro e tampouco se assumiu a responsabilidade pela compra do dossiê. Na visão das pessoas que aqui depuseram, o que houve foi uma negociação que não passou por pagamento”, completou o procurador. Para Avelar, os depoimentos de Lorenzetti, Expedito e Barjas não batem com as investigações feitas até agora.

“Segundo a versão deles, o dossiê foi conseguido gratuitamente. Isso desmente tudo o que consta nos autos até agora, inclusive a prova material que é o dinheiro apreendido”. O professor universitário Jorge Lorenzetti foi primeiro a depor e a negar que a divulgação do dossiê contra Serra foi feita mediante pagamento. Ele contou ainda que o material seria entregue a Hamilton Lacerda, então coordenador de comunicação da campanha de Aloízio Mercadante (PT), adversário de Serra.

À tarde, o diretor afastado do Banco do Brasil na área de risco, Expedito Veloso, depôs por cerca de seis horas, mas foi avaliado por Avelar e Curado como “improdutivo”. Ex-chefe de gabinete do Ministério Trabalho, Oswaldo Bargas foi ouvido em seguida, por cerca de quatro horas. Segundo Avelar, os dois disseram que se encontraram com a família Vedoin em Cuiabá porque souberam da existência de um dossiê contra os tucanos, envolvendo diretamente o empresário da construção civil de Piracicaba Abel Pereira.

O empresário teria fortes ligações com Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba. Em depoimento à PF na quinta-feira, Luiz Antonio Vedoin – líder da máfia dos sanguessugas – disse que fez depósitos na conta de Pereira, mas negou o envolvimento de Serra. (Folhapress)

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