seu conteúdo no nosso portal

Tarifa de gás canalizado é questão de Direito Público

Tarifa de gás canalizado é questão de Direito Público

Ação que trata de tarifa de gás canalizado deve ser processada pela Seção de Direito Público. A decisão, da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que a Primeira Turma siga com o julgamento de um recurso especial que ataca o depósito do valor parcial de fatura de serviço a título de consignação de parte incontroversa.

Ação que trata de tarifa de gás canalizado deve ser processada pela Seção de Direito Público. A decisão, da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que a Primeira Turma siga com o julgamento de um recurso especial que ataca o depósito do valor parcial de fatura de serviço a título de consignação de parte incontroversa.

A Primeira Turma já havia iniciado a apreciação do caso em medida cautelar, chegando o ministro Garcia Vieira, hoje aposentado, a concedê-la. A decisão do ministro foi confirmada pelo colegiado da Turma, sem que a questão de competência interna fosse levantada.

Após a redistribuição do processo, o ministro Teori Albino Zavascki, novo relator na Primeira Turma, entendeu ser o caso uma questão de Direito Privado, determinando sua redistribuição entre os ministros da Segunda Seção. O relator nessa etapa foi o ministro Aldir Passarinho Junior, que levou à Quarta Turma a questão de incompetência do órgão para julgar a ação.

O ministro Teori Zavascki embasou seu entendimento em precedente de 1992 do Tribunal, que afirma que o preço público relativo ao serviço de água e esgoto é questão de Direito Privado em razão de as empresas públicas se submeterem a esse ramo do Direito. Já o ministro Aldir Passarinho Junior entende que tarifas cobradas por concessionárias de serviço público não têm a natureza de obrigações privadas.

O relator do conflito de competência na Corte Especial do STJ, ministro Peçanha Martins, seguiu o entendimento do ministro Aldir Passarinho Junior, no sentido de ser uma questão de Direito Público. A maioria dos ministros da Corte seguiu esse posicionamento.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico