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Polícia Federal esclarece o dossiê só depois do 2º turno

Polícia Federal esclarece o dossiê só depois do 2º turno

Só depois das eleições a Polícia Federal vai concluir as investigações sobre a origem do dinheiro que seria usado por petistas para comprar o dossiê contra os tucanos. Serão necessários, pelo menos, mais 30 dias para a conclusão dos trabalhos. O inquérito tem prazo até quarta-feira, mas o delegado Diógenes Curado deve pedir a prorrogação por mais um mês. Até agora, a PF tem apenas pistas dos responsáveis pelos recursos arrecadados para pagar o material que incriminaria o PSDB na máfia dos sanguessugas. O serviço de inteligência ainda faz cruzamento dos dados obtidos com a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, inclusive pessoas que compraram dólares nos dias que antecederam a apreensão do dinheiro. Ontem, o delegado Curado pediu à Justiça a quebra de sigilo de mais 100 números de telefones, pertencentes a pessoas físicas, casas de câmbio e corretoras. Ao todo, já são 750. O adiamento agrada à campanha de Lula, que lidera as pesquisas no 2º turno.

Só depois das eleições a Polícia Federal vai concluir as investigações sobre a origem do dinheiro que seria usado por petistas para comprar o dossiê contra os tucanos. Serão necessários, pelo menos, mais 30 dias para a conclusão dos trabalhos. O inquérito tem prazo até quarta-feira, mas o delegado Diógenes Curado deve pedir a prorrogação por mais um mês. Até agora, a PF tem apenas pistas dos responsáveis pelos recursos arrecadados para pagar o material que incriminaria o PSDB na máfia dos sanguessugas. O serviço de inteligência ainda faz cruzamento dos dados obtidos com a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, inclusive pessoas que compraram dólares nos dias que antecederam a apreensão do dinheiro. Ontem, o delegado Curado pediu à Justiça a quebra de sigilo de mais 100 números de telefones, pertencentes a pessoas físicas, casas de câmbio e corretoras. Ao todo, já são 750. O adiamento agrada à campanha de Lula, que lidera as pesquisas no 2º turno.

Qual a origem dos R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê contra Serra? A expectativa é de que o país só deve ter a resposta depois da eleição. Isso porque policiais federais encarregados do inquérito avaliam que serão necessários pelo menos mais 30 dias para concluir as investigações.

A Polícia Federal ouvirá na próxima terça-feira, em Brasília, o presidente afastado do PT, Ricardo Berzoini. O deputado será interrogado sobre sua suposta participação no escândalo do dossiê contra tucanos. Um dia antes, será a vez do empresário Abel Pereira, amigo e ex-assessor do tucano Barjas Negri, sucessor de José Serra no Ministério da Saúde. A PF quer explicações de Abel sobre seu suposto envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Ele é acusado de defender, em troca de propina, interesses da família Vedoin, proprietária da empresa Planam, na gestão de Negri na pasta. No inquérito que apura a negociação do dossiê e a origem dos R$ 1,75 milhão apreendidos em poder de Valdebran Padilha e Gedimar Passos, a PF analisa ligações telefônicas entre Berzoini e os envolvidos – Hamilton Lacerda, ex-coordenador de campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Osvaldo Bargas e Jorge Lorenzetti, que trabalhavam na campanha de reeleição de Lula, e Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil. Os quatro foram expulsos do partido pela Executiva Nacional do PT.

Os investigadores trabalham com a tese de que Berzoini tinha conhecimento da operação desastrada e, como dirigente da legenda, teria poderes para determinar que fosse abortada. Também em razão do posto que ocupava é de se suspeitar que ele tenha alguma idéia de onde surgiu o dinheiro arrecadado pelo grupo para pagar pelo dossiê. A PF trabalha com várias hipóteses sobre a procedência dos recursos: doação de campanha feita por meio de caixa 2, desvio de verbas públicas ou mesmo dinheiro do jogo do bicho. Berzoini, que também foi afastado da coordenação da campanha à reeleição de Lula, nega envolvimento, embora tenha admitido à imprensa que sabia que Bargas, um de seus subordinados no comitê eleitoral de Lula, manteve contatos com veículos de imprensa para repassar o material.

Por ser parlamentar, com direito a foro privilegiado, Berzoini marcou o depoimento à PF em Brasília, embora a investigação esteja em Cuiabá.

Propina

O caso de Abel Pereira é investigado em outro inquérito da PF. Segundo o empresário Luiz Antônio Vedoin, em entrevista à revista IstoÉ, o empresário de Piracicaba atuava como intermediário para liberação de emendas de interesse dos sanguessugas durante a gestão Barjas Negri, sucessor de José Serra no Ministério da Saúde. São investigadas denúncias de que Abel teria recebido, em troca do tráfico de influência naquela pasta, propina por meio de depósitos bancários feitas pela Klass, empresa ligada ao grupo Planam. O empreiteiro também é acusado de ter sido beneficiado em licitações na época em que Negri comandava o ministério. Na última terça-feira, a Justiça Federal de Mato Grosso determinou, a pedido do Ministério Público Federal, a quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário. Em depoimento ao juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal no Mato Grosso, um dia depois, Luiz Antônio confirmou as acusações. Revelou que mais de R$ 3 milhões em verbas teriam sido liberadas por meio desse esquema no governo Fernando Henrique Cardoso.

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