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Polícia Federal chega a laranjas que sacaram dólares do dossiê

Polícia Federal chega a laranjas que sacaram dólares do dossiê

A Polícia Federal já identificou sacadores de parte dos dólares que seriam usados por petistas para comprar o dossiê contra políticos tucanos. São 'laranjas'. No jargão policial, um 'laranja' é um intermediário, que efetua, por ordem de terceiros, transações financeiras fraudulentas, para ocultar a identidade do verdadeiro comprador dos dólares.

A Polícia Federal já identificou sacadores de parte dos dólares que seriam usados por petistas para comprar o dossiê contra políticos tucanos. São “laranjas”. No jargão policial, um “laranja” é um intermediário, que efetua, por ordem de terceiros, transações financeiras fraudulentas, para ocultar a identidade do verdadeiro comprador dos dólares.

Identificou-se também a casa de câmbio de onde saiu parte do dinheiro. Fica no Rio de Janeiro. Nos próximos dias, a PF pretende interrogar o vendedor e os compradores suspeitos. Não se exclui a hipótese de decretação de novos pedidos de prisão.

O dinheiro do dossiê (R$ 1,75 milhão) foi apreendido no dia 15 de setembro. Encontrava-se com o empresário petista Valdebran Padilha e com o ex-agente da PF Gedimar Padilha, que agia a mando do PT. Parte das cédulas –R$ 1,168 milhão— era de reais. Outra parte –US$ 248,8 mil— era de dólares americanos (veja foto acima). É no rastreamento do naco em dólares do dossiê que a PF joga todas as suas fichas.

Uma parte dos dólares retidos tem numeração seqüencial. Com a ajuda do governo dos EUA, soube-se que o dinheiro entrou no Brasil num lote de US$ 15 milhões adquirido pelo Banco Sofisa, de São Paulo. Até aí, tinha-se o controle da numeração das notas.

Seguiu-se uma cadeia de revenda dos dólares em operações que não contemplam a anotação do número de série das notas. O Sofisa revendeu os dólares a corretoras, que os repassaram a mais de duas dezenas de pequenas casas de câmbio, que os negociaram com particulares.

A PF tenta desvendar o último elo dessa corrente, que envolve os negócios feitos entre as casas de câmbio e os particulares. Foi esse trabalho, que envolveu batidas em casas de câmbio do Rio, de São Paulo e de Florianópolis (SC), que permitiu chegar aos primeiros “laranjas”. O receio é o de que, interrogados, esses “laranjas” afirmem desconhecer o comprador que se esconde atrás da operação fraudulenta. Se isso ocorrer, a PF volta à estaca zero o front financeiro do dossiêgate.

Os investigadores têm pressa. Incomoda com as acusações do PSDB e do PFL de que estaria retardando a apuração, a PF deseja apresentar algo conclusivo antes do dia 29 de outubro, data da realização do segundo turno da eleição presidencial. Aguarda apenas uma decisão da Justiça Federal quanto ao pedido de prorrogação do inquérito, para dar seqüência à apuração.

O juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Cuiabá, já informou que irá autorizar a prorrogação por mais 30 dias. Deve fazê-lo no início da semana. Em seguida, a PF encaminhará as providências legais para o interrogatório dos suspeitos de envolvimento na comercialização dos dólares.

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