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PF identificou ‘laranjas’ que adquiriram dólares para comprar dossiê antitucano

PF identificou ‘laranjas’ que adquiriram dólares para comprar dossiê antitucano

A Polícia Federal identificou e já procura pelos 'laranjas' que teriam comprado US$ 248,8 mil que seriam usados pelo PT em troca de informações contra políticos tucanos. Fontes da PF confirmaram hoje que a instituição já sabe quem são os 'laranjas' usados pelos petistas para esconder os nomes dos compradores do dinheiro. A partir dos depoimentos destas pessoas, a PF espera descobrir quem realmente pagou pelos dólares.

A Polícia Federal identificou e já procura pelos “laranjas” que teriam comprado US$ 248,8 mil que seriam usados pelo PT em troca de informações contra políticos tucanos. Fontes da PF confirmaram hoje que a instituição já sabe quem são os “laranjas” usados pelos petistas para esconder os nomes dos compradores do dinheiro. A partir dos depoimentos destas pessoas, a PF espera descobrir quem realmente pagou pelos dólares.

As investigações indicam que foram usadas como laranjas menos de dez pessoas de uma mesma família de origem humilde e que aparentemente não tinha conhecimento de que seus nomes foram usados na operação.

A polícia desconfia que a empresa de onde os dólares foram comprados tem um banco de dados de “laranjas”.

Fontes da PF negaram que as investigações já tenham identificado a empresa Vicatur Cambio Turismo Ltda, com sede em Nova Iguaçu (RJ), como a única fonte dos recursos.

A instituição negou que tenha feito diligência na Vicatur hoje. A operação teria sido abortada depois que o nome da empresa vazou para a imprensa.

Depoimentos

O delegado Diógenes Curado considerou um fato novo o empresário Abel Pereira ter citado em depoimento hoje à Justiça de Cuiabá que havia um dossiê contra o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Segundo fontes da PF, a instituição ainda não tinha essa informação. Por causa dessa novidade, o delegado disse que não poderia avaliar o depoimento de Abel.

O delegado também não decidiu ainda se irá ouvir o ex-ministro José Dirceu e o chefe de gabinete da presidência da República, Gilberto Carvalho, que confirmaram conversas telefônicas com Jorge Lorenzetti, ex-assessor da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e amigo pessoal do presidente.

Lorenzetti foi apontado no relatório da PF como o responsável pela articulação em nível nacional da operação para comprar o dossiê.

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