O estudante de Direito Marcos Henrique Ale Sayd, 50 anos, disparou na tarde de ontem (31), três tiros contra o desembargador João Maria Lós, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O atentado aconteceu em uma lanchonete do centro de Campo Grande (MS). Segundo a PM, “o agressor queria morrer” – disse o tenente Cláudio César Felipe, do Getam Grupo Tático de Motos), que atendeu a ocorrência.
De acordo com a assessoria do TJ-MS, Lós está de férias, tinha acabado de sair do dentista e entrou em uma lanchonete para encontrar amigos quando foi atacado. Marcos Henrique Alesaid estava em outra mesa. Ele se aproximou do desembargador e perguntou se ele era o vice-presidente do TJ.
Ao ouvir a resposta afirmativa, ordenou: “tire o óculo!”. Em seguida, apontou um revólver calibre 38 para Lós, que tentou desarmá-lo. Enquanto os dois brigavam, Alesaid disparou dois tiros para o alto, sem atingir ninguém. Um terceiro disparo foi feito em direção a um automóvel estacionado, atrás do qual o magistrado conseguiu se esconder. Um policial que estava na lanchonete conseguiu prender Alesaid.
Este – que é estudante do quarto ano da Faculdade de Direito Estácio de Sá, em Campo Grande – foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Em depoimento à polícia, ele disse que seu objetivo ao cometer o atentado era morrer. Sua intenção seria trocar tiros com a polícia e ser atingido. A família do acusado informou que ele tem problemas mentais e que saiu de casa falando em morrer. Ele carregava 58 balas para seu revólver calibre 38.
O magistrado saiu ileso e visivelmente assustado. Deu o caso como encerrado e deixou para a polícia tomar as providências cabíveis. Sayd afirmou que é amigo do desembargador. “Imaginei que, ao tentar matá-lo, a segurança pessoal dele poderia acabar com a minha vida. Eu queria morrer. Não tive a intenção de matar meu amigo, fiz fita.”
Nádula Ale Sayd, mãe do estudante do quarto ano da Faculdade de Direito Estácio de Sá, em Campo Grande, disse que o filho tem problemas psicológicos e que está tomando remédios controlados e em plena crise nervosa, devido à recente separação da esposa.