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Delegado pedirá à Justiça retirada de dados da Folha e prazo maior para investigações

Delegado pedirá à Justiça retirada de dados da Folha e prazo maior para investigações

A Polícia Federal pedirá à Justiça mais prazo para investigar o caso do dossiê que emissários petistas queriam comprar para incriminar políticos tucanos. No mesmo pedido, a PF informará ao juiz responsável que os dados relativos à quebra de sigilo de um telefone utilizado pela Folha não estão sob investigação e que, portanto, devem ser retirados do conjunto de documentos que compõem o processo.

A Polícia Federal pedirá à Justiça mais prazo para investigar o caso do dossiê que emissários petistas queriam comprar para incriminar políticos tucanos. No mesmo pedido, a PF informará ao juiz responsável que os dados relativos à quebra de sigilo de um telefone utilizado pela Folha não estão sob investigação e que, portanto, devem ser retirados do conjunto de documentos que compõem o processo.

O pedido deve ser encaminhado à 2ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá até o final da próxima semana, pois o prazo anteriormente concedido à investigação termina no dia 26.

Em ofício de 24 de setembro, o delegado Diógenes Curado, que comanda a investigação policial, pediu à Justiça a quebra de vários sigilos telefônicos, entre os quais o de um número fixo utilizado pela Folha no comitê de imprensa da Câmara dos Deputados e de um celular utilizado por uma repórter do jornal. Segundo a PF, os dois números foram encontrados no celular de um dos envolvidos no caso do dossiê.

Na quinta-feira da semana passada, quando a Folha tornou pública a quebra de sigilo, o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, disse que o delegado Curado havia cumprido sua missão de investigador e reafirmou que a Folha e seus profissionais não haviam sido alvo de investigação.

Na sexta-feira passada, Curado disse que não havia necessidade de retirar as citações.

No mesmo dia, a Folha havia informado que a PF decidira pedir à Justiça a retirada, do inquérito, dos dados relativos à quebra de sigilo telefônico do jornal, bem como referências à publicação inseridas no relatório da investigação.

O superintendente da PF em Mato Grosso, Daniel Lorenz, disse que o nome do jornal foi inserido no relatório parcial da investigação, encaminhado à CPI dos Sanguessugas, “por uma questão de transparência”. “A quebra foi pedida, autorizada pela Justiça. Os dados teriam de constar do relatório, apesar de terem sido imediatamente descartados como linha de investigação”, afirmou.

Mais tempo

Ao pedir a renovação do prazo, a PF frustra expectativas anteriormente geradas de que a investigação seria concluída até o final deste mês, com o provável indiciamento de parte dos envolvidos pela prática de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro –e possivelmente também crimes eleitorais.

Segue como um dos pontos principais da investigação a análise da quebra de sigilos telefônicos. Anteontem, a PF ouviu, em São Paulo, Ana Paula Vieira Cardoso, que aparece como dona de um telefone celular que recebia e realizava ligações com os envolvidos na tentativa de compra do dossiê.

Segundo a PF, a linha registrada em nome de Ana Paula era utilizada por Hamilton Lacerda, ex-coordenador de campanha do petista Aloizio Mercadante. Ana Paula negou conhecer os envolvidos ou ter vinculação com partidos.

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