O presidente do PT do Distrito Federal, deputado distrital Chico Vigilante, vai entrar na Justiça contra a CPI das Sanguessugas. O nome dele apareceu na lista de telefonemas para um dos investigados. O deputado confirmou as ligações para o colega de partido, Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil.
“Precisa divulgar o conteúdo. Não é só dizer que as pessoas ligaram. Tem que dizer o que elas trataram. Eu nunca tratei sobre dossiê com o Expedito”, ressalta Vigilante.
O deputado anunciou que vai entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal. Ele vai pedir à Justiça que a CPI das Sanguessugas divulgue o conteúdo de todas as ligações feitas por pessoas investigadas pela comissão.
Veloso é um dos investigados pela CPI das Sanguessugas por suposto envolvimento na negociação do dossiê contra candidatos do PSDB. “Ele é do PT e eu também sou. Ele não é bandido. É um homem decente e trabalhador!”, afirma Vigilante.
Na véspera da prisão dos ex-petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, flagrados com R$ 1,7 milhão, Chico Vigilante ligou quatro vezes para Expedito Veloso, em um intervalo de cerca de uma hora.
No dia da prisão, 15 de setembro, Vigilante ligou mais uma vez para Expedito. No dia seguinte, o deputado recebeu um telefonema do ex-diretor do Banco do Brasil e ligou para ele três vezes. No dia 28, véspera do depoimento de mais petistas acusados de envolvimento no caso do dossiê, Vigilante ligou uma vez, recebeu duas ligações de Veloso e voltou a ligar duas vezes.
Já o vice-presidente da CPI das Sanguessugas, deputado Raul Jungmann, diz que o conteúdo só pode vir à tona com o depoimento dos envolvidos, na comissão. “Todos os depoimentos serão averiguados e, se for necessário, por meio da acareação entre eles ou entre eles e os demais, para que tudo fique claro. À CPI interessa exatamente a investigação e a verdade. E nós vamos chegar até ela custe o que custar”.
O deputado também disse que vai entrar com pedido de indenização por danos morais por ter o nome envolvido com o dossiê.