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Novo presidente do TJ Paraíba promete estabelecer ‘aristocracia do mérito’

Novo presidente do TJ Paraíba promete estabelecer ‘aristocracia do mérito’

O desembargador Antônio de Pádua Lima Montenegro (foto) foi eleito para o cargo de presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJ-PB). Logo após sua escolha, Montenegro fez um discurso no qual prometeu ser fiel aos princípios da honestidade, adotar a prática dos bons costumes e implementar uma luta contra o mal. Anunciou que vai estabelecer a 'aristocracia do mérito' com a realização de concurso público para prover os cargos do Poder Judiciário paraibano como política de gestão na busca da eficiência dos serviços judiciários.

O desembargador Antônio de Pádua Lima Montenegro (foto) foi eleito para o cargo de presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJ-PB). Logo após sua escolha, Montenegro fez um discurso no qual prometeu ser fiel aos princípios da honestidade, adotar a prática dos bons costumes e implementar uma luta contra o mal. Anunciou que vai estabelecer a “aristocracia do mérito” com a realização de concurso público para prover os cargos do Poder Judiciário paraibano como política de gestão na busca da eficiência dos serviços judiciários.

Momentos depois, em entrevista ao CORREIO, ele disse que os bons costumes significam moralidade administrativa, austeridade na administração e honestidade. O desembargador disse que, na onda de moralidade administrativa, vai acabar com favores, pedigree e pistolão no Poder Judiciário, “que brotam do tráfico de influência”.

Ele afirmou que vai instituir o mérito do concurso público para ingresso no TJ. “O concurso público será a tônica da minha administração, porque eu sou fruto do concurso público, assim como minha família”, disse o desembargador, frisando que é contra o nepotismo (contratação de parentes no serviço público). Esclareceu que tem duas filhas trabalhando no TJ, mas que ambas são concursadas. “Procure Montenegro aqui, que você só vai achar elas duas”, disse.

Montenegro declarou que vai modernizar a digitalizar o TJ. “Quero que o TJ ingresse de vez no século 21. “Quero modernizar, mudar a cultura, acabar com essa história de favor, pedigree e pistolão”, repetiu o magistrado. O desembargador disse que o Pleno do TJ fez justiça, ao elegê-lo presidente. “Agora, vou me empenhar para corresponder à confiança dos meus pares e reverter tudo em favor do povo”, declarou.

MAGISTRADO PEDE ENTREGA DE CARGOS DE CONFIANÇA

O novo presidente do TJ disse que vai modificar o que estiver errado. Afirmou que vai formar uma equipe de alto nível, de sua total confiança, de pessoas idôneas, competentes, honestas, moralmente íntegras, criativas, inteligentes, cultas, disponíveis, simples, carismáticas, vocacionadas para a liderança e preparadas para o exercício dos cargos que lhes forem confiados, com o objetivo maior de bem servir ao Poder Judiciário como um todo (instituição, magistrados e servidores) e jamais se utilizar deles para fins espúrios de qualquer natureza. A equipe, segundo ele, vai ajudá-lo a tornar seus projetos reais.

Montenegro, em seu discurso perante o Tribunal Pleno, pediu que todos os servidores comissionados e de confiança coloquem os cargos à sua disposição, para evitar constrangimentos. Ele disse que quer fazer livremente os remanejamentos, substituições e dispensas que forem necessárias, “sem que isto signifique ou implique desapreço ou demérito para qualquer deles”.

O novo presidente do TJ disse que recebeu a notícia de sua eleição com a maior satisfação. “Estou coroando a minha carreira de 40 anos de magistrado. Todo juiz de carreira aspira chegar à presidência do Tribunal de Justiça. Parti de Conceição do Piancó em 1967 e hoje cheguei. Agradeço a Deus por isso”, frisou.

Montenegro começou a carreira em Conceição. Depois, foi para Serra Branca. Foi promovido para Sousa e removido, pouco tempo depois, para Picuí e, em seguida, para Areia. De lá, foi transferido para a Capital como juiz substituto. De João Pessoa, foi promovido para Campina Grande e voltou como juiz titular. Passou 16 anos como juiz titular da Comarca da Capital. Foi vice-presidente do TJ e presidente e vice do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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