O meio-campista paraguaio Roberto “Toro” Acuña, jogador do clube argentino Rosario Central, processou por calunia e difamação dois jornalistas que afirmaram que ele é homossexual.
Os jornalistas são Richard Ferreira, das rádios RGS e Assunção, e Pablo Fontirroig, do Canal 4 “Telefuturo”, que ao comentarem o recente seqüestro da filha de Acuña afirmaram que o crime seria uma vingança de um amante homossexual do jogador paraguaio.
A menina, recém-nascida, há 45 dias, foi seqüestrada da casa de Acuña sem que as fechaduras das portas fossem forçadas. Enquanto o jogador dormia, sua esposa foi rendida e amarrada.
O bebê foi abandonado horas depois em frente a outra casa, que fica a 20 quadras da residência de Acuña.
Em uma conversa entre os dois jornalistas no programa de televisão “Tale Show”, apresentado por Fontirroig, Ferreira afirmou que segundo investigações da polícia o seqüestro tinha sido cometido “por um amamente de Acuña quando ele jogava na Espanha”.
Posteriormente, esteve no mesmo programa o conhecido “stripper” Derlis Duarte, que disse ter ganho um carro de um amigo jogador de futebol, mas Duarte se negou a revelar o nome do benfeitor.
Rafael Fernández, advogado de Acuña, disse que as afirmações feitas no programa “Tale Show” denegriram a reputação do jogador paraguaio.
Acuña, que fez parte da seleção paraguaia nos últimos três mundiais (França-98, Japão e Coréia-2002 e Alemanha-2006), jogava no Deportivo La Coruña antes de ser vendido ao Rosario Central.