Grupo entrou com pedido para anular suspensão de benefício no São Vito. Prédio abrigava cerca de 510 famílias na Região Central de SP
A Defensoria Pública do estado de São Paulo entrou com recurso na Justiça nesta quarta-feira (21) pedindo a anulação da decisão que tira o direito de receber o bolsa-aluguel dos moradores do edifício São Vito, na Região central de São Paulo.
O edifício é um ex-cortiço vertical de 624 apartamentos e 27 andares no Parque Dom Pedro. A prefeitura esvaziou o prédio em 2004 para iniciar a revitalização do local e, desde então, pagava uma bolsa-aluguel de cerca de R$ 300 às 510 famílias que viviam no prédio.
A prefeitura notificou os ex-moradores que no final deste mês haverá a interrupção do programa bolsa-aluguel. De acordo com a lei, o benefício é provisório até a inserção das famílias num programa de habitação popular definitivo. Ainda segundo a lei, a liberação do benefício pode durar por 30 meses, prorrogáveis por mais 30 meses.
Segundo a Defensoria Pública, os ex-moradores do São Vito receberam apenas uma prorrogação de quatro meses até a suspensão no início de março. A ação anulação da suspensão do benefício foi proposta pelo defensor público Carlos Henrique Loureiro que afirmou que a suspensão do benefício “significará deixar centenas de famílias sem moradia, que irão viver nas ruas ou ocupar outro imóvel.”