Rio – A reportagem de capa da revista ‘Isto É’ desta semana revela um esquema de “mensalão” na Infraero. Segundo a publicação, o TCU encontrou superfaturamento e licitações irregulares na contabilidade da estatal. Uma vasta documentação, que inclui contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador está em poder da Polícia Federal do Paraná e comprova que dentro da Infraero existe um esquema de corrupção há anos.
A empresária Sílvia Pfeiffer, 47 anos, que trabalha há 20 com obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros, teria financiado parte do tal “mensalão”.
A Polícia Federal no Paraná investiga a existência de um esquema de propina, um verdadeiro “mensalão”, que seria pago a diretores da Infraero por empresas que exploram publicidade e executam obras nos aeroportos do País, segundo revelou a revista IstoÉ na edição desta semana.
O “mensalão”, segundo a revista, envolve amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná Walter Sâmara e uma secretária do presidente. A reportagem da revista se baseia em declarações e documentos da empresária Sílvia Pfeiffer entregues à PF.
A Infraero, porém, rebateu as denúncias por meio de uma nota oficial divulgada em seu site. “Manifestamos nossa expectativa de que todas as informações que estimularam a onda de denúncias sobre nossa empresa sejam esclarecidas pelas instâncias competentes, no sentido da reposição ampla da verdade dos fatos, deixando claro que a Infraero vem sendo submetida ao jugo da manipulação de viés político ou econômico que visa abalar um patrimônio do povo brasileiro para a satisfação de interesses possivelmente inconfessáveis”, diz o comunicado datado de sexta-feira, 13, e assinado pela diretoria executiva da instituição.
A empresa, que é vinculada ao Ministério da Defesa e responsável pelo gerenciamento da operações aéreas no País, diz também na nota oficial que suas atividades são amplamente fiscalizadas por dez instâncias, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público, além de uma auditoria interna independente à diretoria executiva.
“Todos esses órgãos desempenham suas funções com toda a liberdade no âmbito da instituição”, diz o comunicado. “Em nenhum desses órgãos há, sobre quaisquer dos assuntos levados ao noticiário, condenação de qualquer espécie contra a instituição ou seus dirigentes, estando todas as auditorias e sindicâncias em fase preliminar, cabendo ainda ampla defesa sobre possíveis falhas apontadas”, finaliza.