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Advogados exigem esclarecimentos à PF sobre prisões

Advogados exigem esclarecimentos à PF sobre prisões

Advogados dos 25 presos na Operação Hurricane da Polícia Federal ainda reclamam da falta de informações sobre os casos. Neste sábado, eles orietaram os clientes a não falar nos depoimentos até que os fatos das prisões sejam esclaricidos pela PF. A situação permanece a mesma neste domingo. Mais depoimentos devem acontecer até o fim do dia.

Advogados dos 25 presos na Operação Hurricane da Polícia Federal ainda reclamam da falta de informações sobre os casos. Neste sábado, eles orietaram os clientes a não falar nos depoimentos até que os fatos das prisões sejam esclaricidos pela PF. A situação permanece a mesma neste domingo. Mais depoimentos devem acontecer até o fim do dia.

O advogado Raul Ornellas, que defende os delegados da Polícia Federal Susie Pinheiro Dias de Mattos e Luiz Paulo Dias de Mattos (aposentado), reclamou neste domingo que ainda não sabe de que os seus clientes estão sendo acusados, o que estaria dificultando seu trabalho. “Tem um decreto de prisão que não especifica as acusações. Não sei ainda por que os dois estão presos. Isso não é um estado democrático de direito”, afirma.

Os delegados foram presos no Rio, na última sexta-feira, durante a Operação Furacão (Hurricane, em inglês). Outras 23 pessoas foram presas na operação, acusadas de crimes como corrupção, tráfico de influência e envolvimento com jogos ilegais.

Segundo Ornellas, os dois delegados não foram ouvidos neste sábado. Ele espera que os depoimentos sejam tomados neste domingo. “Está havendo dificuldade para que eu exerça as minhas prerrogativas”, disse.

No início da manhã, houve um princípio de tumulto na entrada da Superintendência da Polícia Federal. Um grupo de advogados do Rio, de Minas Gerais e do Distrito Federal foi barrado e ameaçou acionar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em seguida, a confusão foi contornada com a permissão do acesso à superintendência.

Direito

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, denunciou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, a dificuldade que os advogados dos envolvidos na Operação Hurricane estão tendo para se comunicar com seus clientes. O presidente da OAB também já enviou um comunicado sobre a situação ao ministro Tarso Genro.

“É inadmissível que em pleno estado democrático de direito os advogados não possam exercer a sua função constitucional”, afirma o presidente da OAB na manhã deste sábado.

Britto considera que a resolução dos impasses evitará a anulação de processos e, conseqüentemente, todo o esforço executado até então pela própria Polícia Federal. “O risco para a própria nulidade do processo é patente”, avalia o presidente da OAB, lembrando que isso poderia ocorrer caso os advogados tenham seu trabalho comprometido.

Material apreendido

A assessoria da Superintendência da Polícia Federal (PF) informa que sairá do Rio de Janeiro neste domingo um avião transportando toda a documentação apreendida durante a Operação Hurricane. Todo o material – computadores, documentos e notas fiscais, entre outros, será enviado para o edifício-sede da PF.

A assessoria informou ainda que das 25 pessoas detidas durante a operação, 11 já foram ouvidas. Segundo a PF, cinco caminhões-cegonha saíram hoje, às 5h30, do Rio transportando os 51 veículos apreendidos na Operação Furacão. O valor total dos carros é estimado em R$ 10 milhões. A viagem pode durar até quatro dias.

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