A Polícia Federal investiga um desvio de verbas, que pode chegar a mais de R$ 1 milhão, dentro do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). O montante teria sido desviado nos últimos cinco anos por um funcionário do departamento financeiro do TJ. Para aplicar o golpe, o caminho era o pagamento de contas do tribunal como água, energia e telefone, além de diárias para juízes e desembargadores. O principal acusado é Ivanildo de Oliveira Faria, assessor da Diretoria Adjunta de Contabilidade e Finanças do Tribunal de Justiça de Alagoas (Diconf), que trabalhava no TJ havia pelo menos 20 anos.
Golpe durou quatro gestões
Apesar de o maior montante dos recursos do TJ ter sido desviado durante a administração do desembargador Estácio Gama, Ivanildo de Oliveira confessou ter iniciado o golpe na gestão do então presidente José Fernando Lima Souza, o Fernando Tourinho. O grupo também movimentou ilegalmente recursos dos cofres do TJ nos períodos das administrações dos desembargadores Washington Luiz e Geraldo Tenório. As informações são confirmadas pela Polícia Federal.
Tribunal quer ser ressarcido
O juiz Manoel Cavalcante garantiu que a presidência aguarda a conclusão do inquérito pela Polícia Federal para entrar com uma ação de ressarcimento na Caixa Econômica Federal dos recursos desviados da conta do TJ. A Gazeta apurou que parte dos recursos desviados por Ivanildo de Oliveira Faria teria sido utilizada para aquisição de veículos de luxo, imóveis e a construção de templos evangélicos.