O afastamento dos magistrados suspeitos de envolvimento na venda de sentenças foi defendido pelos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que foram a um congresso de juízes do Trabalho, patrocinado pela Febraban em Natal,no Rio Grande do Norte.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o vice-presidente do TST, Milton Moura de França disse que ” uma pessoa com uma acusação dessas não vai ter liberdade suficiente, isenção de ânimo e nem mesmo a capacidade de concentração de fazer aquilo que deve ser feito, que é uma justiça de bom nível”.
Para o ministro Carlos Alberto Reis de Paula, a decisão é pessoal: “mas se eu estivesse na condição das pessoas envolvidas, provavelmente, até para preservar meu nome, optaria por me afastar”.
O caso foi lembrado no sábado, no discurso de abertura do congresso, cujo tema é a ética e a moral. Na platéia havia 44 juízes do Trabalho e ministros do TST (parte deles acompanhada de familiares). Todos tiveram passagens aéreas, refeições e hospedagem em hotel de luxo custeados pela Febraban.