O Tribunal Regional Federal negou, ontem à noite, pedido liminar em habeas corpus do advogado Virgílio Medina, irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina. Investigados pela Operação Furacão, os dois foram denunciados pelo Ministério Público por suspeita de integrar esquema de negociação de sentenças judiciais em benefício de donos de máquinas caça-níqueis.
O advogado de Virgílio, Renato Tonini, havia pedido que seu cliente não fosse transferido para presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS). É para lá que irão os 24 acusados de participar do esquema após serem ouvidos pela juíza da 6ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro, Ana Paula Carvalho Pinto, o que deve ocorrer no dia 7. Atualmente, o grupo está no Batalhão Especial Prisional em Benfica, no Rio. O pedido foi analisado pelo desembargador Abel Gomes, que indeferiu a liminar; agora, resta o julgamento do mérito.
A Justiça Federal já havia negado, na semana passada, habeas corpus a outros oito presos. Hoje, os advogados de Nagib Sauid, João Oliveira de Farias – os dois são apontados como “tesoureiros” do jogo do bicho no Rio – e Licínio Farias, citado na investigação como proprietário de máquinas caça-níqueis, devem tentar evitar a transferência dos clientes para Campo Grande.