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ACM quer investigação de denúncias contra Infraero

ACM quer investigação de denúncias contra Infraero

O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM) (foto) defendeu ontem, em discurso no plenário do Senado, que a CPI do Apagão Aéreo da Casa apure as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Infraero. O TCU apontou irregularidades em obras realizadas em aeroportos do país, com contratos 'turbinados'. 'O presidente da República já demitiu ladrões da Infraero e pode demitir também de outros lugares.

O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM) (foto) defendeu ontem, em discurso no plenário do Senado, que a CPI do Apagão Aéreo da Casa apure as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Infraero. O TCU apontou irregularidades em obras realizadas em aeroportos do país, com contratos “turbinados”. “O presidente da República já demitiu ladrões da Infraero e pode demitir também de outros lugares.

Mas vamos apurar. Se houver mais ladrões, queremos que eles diminuam e o dinheiro volte para o Estado”, disse ACM.

A CPI do Apagão Aéreo no Senado deverá ser instalada na semana que vem, caso o governo não adote manobras protelatórias. O líder político baiano já foi indicado pelo líder do Democratas na Casa, senador José Agripino Maia (RN), como titular da comissão de investigação. “Essa CPI tem sido muito discutida, mais na imprensa do que aqui. E, como membro dessa CPI, quero que tudo se apure”, avisou o democrata baiano.

“Não é uma CPI contra o governo, mas se o governo diz – e eu ouvi isto do presidente Lula – que quer moralidade, não se pode fazer uma CPI imoral. Se o fizermos, vamos mais uma vez levar o nome do Congresso e do Senado para a opinião pública de modo que fiquemos na situação em que estamos, ou seja, sem o respaldo da opinião pública, sobretudo por causa do noticiário da imprensa”, acrescentou.

ACM afirmou que o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), “sabe de sua responsabilidade e nós sabemos da nossa”. “Que façam tudo, não visando ao presidente da República ou a quem quer que seja. Mas qualquer um, seja o presidente ou qualquer outro que esteja envolvido (em irregularidades detectadas) na CPI do Apagão, precisa ser citado e vir aqui depor. Caso contrário, é melhor que este Congresso acabe com o capítulo das CPIs e não permita que se apure nada. Temos uma Comissão de Serviços de Infra-Estrutura que poderia apurar muito, mas não apura nada. Temos vários requerimentos que não têm resposta, e não se diz nada”, lamentou o líder político baiano.

“Não queremos a destruição do governo, porque seria a nossa destruição e a do país. Mas não queremos que o governo destrua o próprio país da maneira como procede. Portanto, esse era um ponto que considerava importante trazer logo hoje (ontem), aqui, porque daqui a uma semana estará formada a CPI do Senado.

E não haverá a diferença que existe na Câmara, do dobro dos representantes em relação aos senadores”, complementou. ACM disse que a oposição quer “fazer tudo harmonicamente, mas não queremos nos desmoralizar”. “A oposição não iria pedir uma CPI para não apurar coisa alguma. Não. Nós queremos e vamos apurar”, enfatizou.

No discurso, o senador baiano afirmou ainda que a popularidade do presidente Lula, embora continue grande, vá até o final do segundo mandato. “Não vai por causa do governo. Se o governo fosse formado por pessoas – e eu cito duas: o ministro José Gomes Temporão (Saúde), que eu não conheço, e o ministro Fernando Haddad (Educação), que também não conheço –, o governo estaria bem. Ninguém ouve dizer que o Temporão está fazendo um governo político, partidário, e etc. Nem tampouco o ministro Fernando Haddad. Estou à vontade. Nunca fui vê-los e, se for necessário pelo meu estado, irei vê-los e exigir que tratem bem a Bahia, mas não vou, evidentemente, negar o valor de ambos”.

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